O Teatro Cláudio Barradas recebe a partir de hoje, às 20h, a segunda temporada do espetáculo “Animalismo - A Nova Ordem Mundial”, do Grupo de Teatro Universitário (GTU), da Universidade Federal do Pará, e dirigido por Marcelo Andrade. A peça ficará em cartaz até o dia 08 de setembro, de quinta a domingo. Os ingressos custam R$ 20, com meia entrada para estudantes.
Baseada na obra do escritor Inglês George Orwell, a montagem mostra uma fábula que fala sobre a revolução dos animais contra um governo opressor. “Animalismo” narra o cotidiano de uma granja comandada por humanos, que explora de todas as formas os animais. No entanto, tudo muda quando o porco Major tem um sonho e anuncia aos outros companheiros que, no futuro, os animais serão livres.
Espetáculo "Animalismo - A Nova Ordem Mundial" dialoga com as manifestações de ruas no Brasil (Foto: Ândrea Crispino)
“A dramaturgia foi escrita por mim e pela Elise Vasconcelos simultaneamente ao processo dos atores. Acompanhávamos os ensaios e durante eles, através dos exercícios que eram propostos pela direção e através das inúmeras leituras que fizemos do livro do Orwell (A Revolução dos bichos), escrevíamos as cenas. Às vezes, primeiro criávamos as cenas e depois levávamos para os atores, mas o processo inverso também acontecia e era muito produtivo, diversas vezes o Marcelo (diretor) dava um determinado capítulo do livro para os atores e eles ficavam responsáveis de, durante o ensaio, transformar aquilo em cena”, conta Kauan Amora.
Inspirados pelo sonho do Major, os animais começam a se organizar para pôr em prática a tão esperada revolução que vai trazer liberdade aos animais. Considerados os mais inteligentes da granja, os porcos organizam os bichos revoltados e acabam expulsando os humanos. Um sistema político baseado na igualdade dos animais é então instaurado, mas acaba sendo afetado por disputas internas pelo poder e pela exploração do bicho pelo próprio bicho.
Para o diretor do espetáculo Marcelo Andrade, a montagem se encaixa perfeitamente em um momento revolucionário que o Brasil vive. “O país passa por uma reviravolta política, uma espécie de revolução, como a dos bichos oprimidos. E agora nosso papel como artista se transforma, ganhando outra razão de ser. Precisamos nos unir ao povo, mas com cuidado de não chegar aos mesmos fins que a Revolução dos Bichos chegou”, avalia.
(Diário do Pará)
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