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Marco André apresenta o 5º CD solo

A música eletrônica e a percussão marcam o trabalho de Marco André. Só que nem um nem outro serão destaques no seu novo CD “Nem Revi Nem Laite”. Samba, frevo, brega, guitarrada, rumba e baladas dão o tom do quinto álbum da carreira solo do cantor e compos

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A música eletrônica e a percussão marcam o trabalho de Marco André. Só que nem um nem outro serão destaques no seu novo CD “Nem Revi Nem Laite”. Samba, frevo, brega, guitarrada, rumba e baladas dão o tom do quinto álbum da carreira solo do cantor e compositor paraense.

“É a guitarra que predomina neste novo disco. Tem muita coisa acústica também, toco violão, cavaquinho, banjo. Resolvi revisitar o tipo de som que fazia lá no começo dos anos 2000, mais orgânico, menos rebuscado. Tanto que chamei um velho parceiro pra integrar a banda, o Júnior Toistoi, meu antigo guitarrista, que hoje em dia se apresenta com o Lenine”, conta em entrevista por telefone do Rio de Janeiro, cidade na qual está radicado desde a década de 1980.

“Nem Revi Nem Laite” também conta com participações do baixista Alberto Continentino, os naipes de metais do grupo Orquestra Criôla e Alex Moreira, integrante do grupo Bossacucanova, que divide com Marco André as programações, arranjos e produção da obra. Patrocinado pela Oi através da Lei Semear, o disco será lançado em Belém em uma dupla apresentação, com shows hoje e amanhã.

A apresentação de logo mais também irá contar com um apanhado de trabalhos anteriores, “Amazônia groove” e “Beat Iú”, assim como músicas de seu mais novo projeto, o coletivo de músicos paraenses CaBloco Muderno, que mistura ritmos atuais da cena paraense a instrumentos do samba. Dona Onete fará uma participação especial cantando “Lua namoradeira”, que compõe seu CD de estreia “Feitiço Caboclo”, produzido por Marco André.

MARATONA

“Nem Revi Nem Laite” foi gerido durante uma atribulada maratona de trabalho, que incluía a produção simultânea dos álbuns de Dona Onete, do Manari e do CaBloco Muderno. “Foi uma loucura. Uma overdose musica paraense. Por isso pro meu disco solo corri atrás de alguma coisa que fosse diferente. Não queria fazer nada do que todo mundo estava fazendo. E não digo isso no sentido perjorativo. Desde ‘Amazônia Groove’, de 2004, quando misturei música eletrônica com carimbó por exemplo, eu busco o inusitado, ir contra a maré”, explica.

Ele revela que o título do disco tem a ver com essa tentativa de se diferenciar. “Apesar do bem humorado jogo de palavras definir bem a pegada do novo repertório, ele não foi a minha primeira opção de nome. Ia batizar o disco de ‘Se liga no tremor da língua’, em referência ao jambú. Mas como a Dona Onete já tinha a música ‘Jamburana’, a Gang do Eletro veio com esse negócio do treme, achei melhor procurar outra coisa. Nessa época estava doente e tive que fazer uma dieta em que só podia comer frango e batata assada. A recomendação do médico foi: não pega nem pesado, nem leve. Então, segui à risca”, conta, em meio a risos.

(Diário do Pará)

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