Boa parte das pessoas nem percebem, mas muitas das situações cotidianas pelas quais elas passam podem se transformar em algo engraçado, digno de uma cena de comédia. E foi a partir dessas ocorrências do dia a dia que o espetáculo Brincanças foi construído. Dirigida por Marcelo Vilella, a peça estreia hoje, às 20h, na Casa dos Palhaços, com temporada que segue até o dia 22 de setembro, de sexta a domingo. Os ingressos custam R$ 20, com meia-entrada para estudantes.
Originado a partir de uma pesquisa sobre a linguagem do clown, desenvolvida pelos atores Kevin Braga e Patrícia Zulu, o espetáculo mostra cenas cômicas extraídas do próprio cotidiano das pessoas. “O espetáculo foi criado a partir de observações e vivências de cada um de nós. Observamos o nosso comportamento e também dos outros”, conta Patrícia. Em “Brincanças”, a atriz interpreta a palhaça Lilica Tricia Tri Tri, uma pessoa carinhosa, ingênua, que adora doces e quer abraçar todo mundo. Já o palhaço Dois de Paus, interpretado por Kevin, é enjoado, metódico, gosta que as coisas estejam todas certinhas.
“Contra-regra”
Além dos dois palhaços, o espetáculo tem ainda um terceiro personagem, o contra-regra. “A princípio seriam só os dois personagens, mas daí decidimos incluir o a figura do contra-regra dos palhaços para tornar a peça ainda mais divertida”, explica Vilella. No palco, o contra-regra é o personagem que faz de tudo para aparecer enquanto ajeita as coisas, mas sempre é interrompido pelos dois palhaços.
“Brincanças” estreia no período de comemoração do primeiro ano do Grupo Engrenagem, surgido em 2012 a partir do Grupo de Teatro Universitário (GTU), da Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA). O espetáculo de aniversário surgiu depois que Kevin Braga e Patrícia Zulu foram convidados a participar do projeto Palhaçadas de Quinta, dos Palhaços Trovadores. “Os textos e as cenas são criados por mim e pelo Kevin. O Marcelo nos dirigiu e nos ajudou a melhorar a dramaturgia a partir do olhar profissional e experiente que ele tem”, conta a intérprete da palhaça Lilica.
Para Marcelo, Belém vive um bom momento com a descoberta de novos atores dedicados à arte do palhaço. “Foi muito bom esse processo de trabalhar com palhaços diferentes dos que a gente trabalha nos Palhaços Trovadores. Quando a gente trabalha como palhaço, tudo o que a gente encena, propõe e discute é uma troca de experiência”, conclui o diretor.
(Diário do Pará)
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