O barco parece mais seguro quando está parado no porto, mas ele não foi feito pra isso”, diz o arquiteto e artista plástico Mario Baratta que inaugura hoje, às 9h, a exposição “Ochre”, no Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Na mostra, telas em aquarela e tinta acrílica exploram imagens náuticas e também de Belém. As visitações podem ser feitas das 9h às 14h. A entrada é franca.
Desde 1988 retratando a capital paraense por meio de pinturas em aquarela e tinta acrílica, Baratta também tem explorado outras paisagens e rios do Pará. De lá para cá, o arquiteto já passou por cidades como Almeirim, Santarém, Monte Alegre, além da região do Baixo Amazonas. “Faço registros visuais por onde eu passo, tanto de terra quanto de mar”, conta.
Ainda que opostos, as edificações e os rios que cortam a Amazônia estão entre os principais interesses do artista. “O que tem me interessado é a simplicidade que as arquiteturas e os barcos aqui da região passam”. As embarcações, para Baratta, funcionam como metáforas sobre a vida quando se passa no movimento, no caminho e em tudo que o barco significa.
O próprio nome da exposição faz uma referência ao universo náutico, às cores dos rios amazônicos que, por muitas vezes, se confundem com as cores dos barcos. No total, oito pinturas compõe a exposição “Ochre” em telas com tamanhos variados. “Esse trabalho é um pouco do que eu pude registrar com o meu traço”, diz o artista.
TRAJETÓRIA
Natural de Belém, Mario Baratta morou durante muitos anos em Salvador enquanto fazia mestrado e doutorado em Comunicação na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tanto lá quanto aqui, Baratta chegou a publicar livros referentes à cultura paraense, sempre utilizando a pintura como foco principal. Atualmente, ele atua como professor dos cursos de Arquitetura e Artes Visuais da Universidade Federal do Pará (UFPA).
(Diário do Pará)
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