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Festival Amazônia Mappping traz oficinas gratuitas

O Forte do Castelo remete ao período germinal de Belém, capital prestes a completar 400 anos de história. Ponto de partida da cidade, o local reserva traços da arqueologia indígena pré-colonização, que contrasta com equipamentos bélicos de quando o forte

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O Forte do Castelo remete ao período germinal de Belém, capital prestes a completar 400 anos de história. Ponto de partida da cidade, o local reserva traços da arqueologia indígena pré-colonização, que contrasta com equipamentos bélicos de quando o forte foi fundado, em 1616. Mais adiante, vemos o prédio da igreja Santo Alexandre, que guarda relíquias religiosas e a memória das catequeses jesuítas na Amazônia. Todo o complexo Feliz Lusitânia remonta aos capítulos iniciais da trajetória de Belém, e eis que esse espaço secular será palco para o encontro de dois tempos.

O inédito Festival Amazônia Mapping (FAM) traz a alta tecnologia em projeções que irão ocupar a arquitetura do centro histórico da cidade. A programação do evento, que começou esta semana, traz três oficinas com os maiores nomes do videomapping do país e espetáculos de projeção e performances musicais que ocorrem no centro antigo de Belém até o mês de outubro.

Uma das técnicas visuais mais inovadoras da atualidade, o videomapping é a projeção audiovisual em comumente aplicadas a estruturas, como edifícios e monumentos, em que as imagens “se dobram” com a arquitetura onde são exibidas, ganham volume. “A ideia é que a esse centro histórico receba a intervenção de tecnologias avançadas de vídeo projeção, na busca de integrar a arte à arquitetura e ao espaço púbico. É um convite ao despertar a um espaço que diz respeito a nossa própria identidade cultural, como paraenses e amazônidas, e revisitá-lo de uma maneira surpreendente, que rompa com o modo trivial de lidarmos com a cidade”, diz a artista visual Roberta Carvalho, idealizadora do festival.

Festivais de mapping têm sido realizados nos mais variados locais do mundo. No Brasil, os eventos ocorreram no sudeste do país e, pela primeira vez, chega à região Norte. “O mapping é considerado o futuro das projeções. E mesmo com a dificuldade de conseguir a tecnologia necessária para desenvolver essa técnica, a realidade é que essa técnica abre inúmeras possibilidades de criação e ocupação. Não há limites”, afirma Roberta.

Tempo de intercâmbio entre artistas

O Festival Amazônia Mapping se propõe a promover o intercâmbio com profissionais de outros estados brasileiros. Três artistas de destaque na cena nacional e mundial irão ministrar as oficinas, que estão com inscrições abertas pelo site do festival.
O VJ Robson Victor, um dos maiores nomes em projeção de videomapping e detentor do título de Campeão Mundial de VJs no 4º World Championship, ministrará o workshop “Produção de conteúdo para Vjing em After effects”, de 24 a 26 deste mês.

Vencedor da 1º edição brasileira do Campeonato Brasileiro de VJs, Robson Victor comanda a imagem em sincronia com o som, criando um ambiente totalmente imersivo com suas animações. Acumulando a experiência de ter participado de festivais de audiovisual em diversas cidades do mundo, o VJ atualmente trabalha com projetos de video mappings para o mercado corporativo e circuitos culturais que correm o mundo e ministra palestras e workshops de produção e mapping em São Paulo na USP e na Trackers Centro Multidiciplinar.

Também de 24 a 26, o VJ Spetto, pioneiro no Brasil, ministra a oficina “Vídeo Mapping”. Com uma trajetória de quase 20 anos, o artista audiovisual é considerado o mais influente e importante VJ do cenário nacional. Para ele, o vídeomapping proporciona a reinvenção da relação do cidadão com o meio urbano. “As pessoas não olham mais a paisagem urbana, estão cegas e presas a essa rotina, em que olhar para cima ou para o lado significa perder tempo. A arquitetura é algo que se vivencia. O videomapping vem na esteira de todas as manifestações urbanas de arte. É uma ânsia da cultura e da arte atual de transformar a cidade em que se vive numa coisa mais humana, acessível e lúdica”, diz Spetto.

Voltada para iniciantes, o coletivo de experimentação gráfica Várzea Ilustrada promove a oficina ‘Intervenção Criativa’ nos dias 26 e 27. Formado por André Catoto, Gabriel Bitar, e Nana Lahóz, o grupo trabalha com produção e manipulação de imagens em tempo real, fazendo uso principalmente da projeção e da animação quadro-a-quadro ao vivo como ferramentas em seus trabalhos. (Diário do Pará)

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