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Auto do Círio percorre as ruas da Cidade Velha

“Quando eu apito para o espetáculo começar é uma emoção indescritível”, declara Beto Benone, coordenador e diretor geral do Auto do Círio, anunciando que o apito volta a soar hoje, às 19h, para mais um ano de espetáculo. Apresentando diversas performances

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“Quando eu apito para o espetáculo começar é uma emoção indescritível”, declara Beto Benone, coordenador e diretor geral do Auto do Círio, anunciando que o apito volta a soar hoje, às 19h, para mais um ano de espetáculo. Apresentando diversas performances teatrais, de dança e de música, o desfile trará para um público de cerca de 40 mil pessoas, “o divino e o profano” transformados mais uma vez em expressão artístico-cultural tipicamente paraense.

A concentração e saída do cortejo será na Praça do Carmo, na Cidade Velha, passará pela Igreja da Sé e terminará seu percurso na Praça Dom Pedro II, entre os Palácios Lauro Sodré e Antônio Lemos. As performances deste ano são inspiradas no tema Maria de Todas as Flores, tendo paradas estratégicas para a apresentação de cenas. Segundo Benone, a escolha do tema buscar discutir questões sociais.

“Intolerância, preconceito, discriminação de classe, raça. Pensamos em falar desses temas e a Cláudia Palheta, que é colaboradora do Auto, veio com uma sinopse, uma espécie de enredo onde ela traz uma metáfora que são as flores – diferentes em tamanhos, cores e cheiros. Ainda assim, todas belas”.

19 ANOS

O grande desafio de seus organizadores, após 19 anos de apresentações, no entanto, é colocar o espetáculo nas ruas estreitas da Cidade Velha. “O público tem aumentado mais e mais a cada ano e isso acabou virando o grande desafio. O espaço fica reduzido para fazer na rua o que a gente faz na Aldeia. São 40 mil pessoas e a gente quer apresentar para elas um espetáculo tão bonito quanto aquele que ensaiamos”, diz o diretor.

Os ensaios para o evento são realizados na Aldeia de Cultura Amazônica Davi Miguel e começam apenas um mês antes do Círio.

Para o professor Benone, o Auto do Círio representa “Representa fé, cultura, religião, celebração”. O mesmo reconhecimento é dado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que registra o Auto do Círio como patrimônio imaterial atrelado à Festa do Círio e como atração artística e turística do Pará.

(Diário do Pará)

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