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Projeto social faz apresentação em teatro

O Projeto Só Arte, que faz parte dos projetos sociais do Centro Santo Agostinho, da Igreja de São José de Queluz, apresenta hoje, às 19h, sua VIII Mostra de Dança. O espetáculo será ‘O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá’, uma narrativa ao longo das estações

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O Projeto Só Arte, que faz parte dos projetos sociais do Centro Santo Agostinho, da Igreja de São José de Queluz, apresenta hoje, às 19h, sua VIII Mostra de Dança. O espetáculo será ‘O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá’, uma narrativa ao longo das estações do ano, mostrando os sentimentos de seus personagens principais, e que tem como base a obra original, de Jorge Amado. Toda a renda adquirida com o espetáculo será revestida para as ações do Centro Social.

A história começa durante a primavera, quando o gato e a andorinha se conhecem. No verão, o gato apaixona-se pela andorinha. No outono, o gato sofre, devido à má fama que tivera no passado e escreve poemas para sua amada. No inverno, os dois se separam, devido às suas grandes diferenças. “O espetáculo de ballet apresentado por nossas crianças e adolescentes quer deixar como mensagem que todos podem ser tocados pelo poder transformador do amor e, graças à sua beleza e pureza, é possível mudar”, explica a diretora geral do espetáculo, Sylvia Meiguins.

O Centro Social Santo Agostinho é uma organização sem fins lucrativos, pertencente à Ordem dos Padres Agostinianos Recoletos, e vem, por muitos anos, realizando ações concretas utilizando como lema “dar é próprio de quem ama”. O projeto atende 120 crianças e adolescentes de baixa renda, na busca de lhes proporcionar uma realidade de vida melhor.

O evento acontece há nove anos e é uma iniciativa das professoras de balé. “Trabalhamos com elas ao longo do ano, nas aulas. Em julho é lançado um tema a ser trabalhado e começamos a montagem do espetáculo, e a preparar e ensaiar coreografias. Para muitas delas é a realização de um sonho – se apresentar para um público, calçar sapatilhas de ponta. Se torna uma grande expectativa e elas se empenham bastante”, conta a professora Sylvia. No elenco estão alunas de 4 a 17 anos da comunidade do entorno do Centro Social.

A Obra

Jorge Amado escreveu esse livro em 25 de novembro de 1948, em Paris, onde residia com a esposa e o filho. Quando o escreveu, não tinha intenção de publicá-lo; era para dar de aniversário a seu filho João Jorge, no seu primeiro aniversario. A moral deste livro é que o mundo só vai avançar e ser melhor quando as pessoas aceitarem as suas diferenças, sejam elas raciais, sociais, educativas.

(Diário do Pará)

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