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Bailei na Curva será encenado pela 1ª vez em Belém

Livre adaptação do texto homônimo do gaúcho Julio Conte, a peça teatral “Bailei na Curva: os filhos da Revolução” será encenada pela primeira vez em Belém. Em curta temporada, o espetáculo será apresentado nesta sexta-feira (15) e sábado (16), sempre às 2

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Livre adaptação do texto homônimo do gaúcho Julio Conte, a peça teatral “Bailei na Curva: os filhos da Revolução” será encenada pela primeira vez em Belém. Em curta temporada, o espetáculo será apresentado nesta sexta-feira (15) e sábado (16), sempre às 20h, no teatro Waldemar Henrique. Há 30 anos o texto é encenado Brasil afora. A primeira montagem da obra foi em 1983, no teatro de São Pedro, em Porto Alegre.

Produzido pela Sá Produções Artísticas, o espetáculo conta a trajetória de sete crianças que moravam na mesma rua no ano de 1964. Atualmente, a peça é uma das maneiras de se retratar o Brasil que se formou sob a ditadura imposta pelo Golpe Militar. Depois de três décadas de existência, o espetáculo é, atualmente, uma das peças mais montadas do país.

De acordo com o diretor Silvio Sá, a ideia de montar o espetáculo na cidade surgiu após um curso de direção para o teatro ministrado pelo diretor paulista Cássio Castelan no primeiro semestre deste ano.

Silvio conta que o texto de “Bailei na Curva” atrai pelo conteúdo histórico desenvolvido a partir de diversas linguagens cênicas e a música. “No espetáculo é possível viajar por gêneros musicais como jovem guarda, a era do disco, Bossa Nova, e artistas como os Beatles e Cazuza, para citar alguns”, comenta Silvio.

O roteiro permite a cada cidade em que a peça é encenada apresentar ao público o modo como aquela localidade vivenciou o período mais sombrio da história brasileira. “Aqui, mostramos como Belém respirava nas décadas de 1960, 70, 80 e 90, como a juventude se comportava, o que curtiam, como era a visão das pessoas nos fatos que se sucederam nesses tempos e como isso nos reflete nos dias de hoje”, argumenta.

ENREDO

Bailei conta a história de sete amigos desde a infância, nos anos 60 até a vida adulta em meados dos anos 90, em Belém do Pará. Cada um com seus sonhos e objetivos. Pedro tem o desejo de seguir os caminhos do pai, que é um sindicalista. Filho de uma costureira e irmão de Gabriela que sonha em ser médica.

A trama é desenrolada em torno do contexto histórico da ditadura militar, com foco na relação que os sete amigos possuem com os fatos marcantes desse período. Ana tem um pai militar. Caco é filho de um empresário e o pai também tem ligação com o movimento militar. Paulo sonhar em ser músico e o pai é professor de universidade, sua família é de ideologia esquerda. Ruth é a mais gordinha, a mãe é diretora do colégio que estudava quando criança, e sua irmã mais nova se chama Luciana.

Durante as décadas de ditadura, os amigos vão se encontrar, desencontrar e conhecer novas pessoas, sempre lidando com a situação histórica que de certa forma interfere na vida de cada um. Sempre com metas a alcançara e com a esperança de não bailar na curva.

SERVIÇO

“Bailei na Curva: os filhos da revolução”. Nos dias 16 e 17 de novembro, sempre às 20h, no teatro Waldemar Henrique. Ingressos: R$ 30 (R$ 15 meia para estudantes)

(DOL)

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