Poucos músicos podem se orgulhar de contabilizar 60 anos de estrada e ainda permanecer na ativa. Mestre Solano jamais tirou os pés dessa trilha, que escolheu ainda menino. Seu caminhar firme, forjado no estilo único de tocar guitarra, fez com que ele cruzasse as fronteiras de Abaetetuba, no nordeste paraense, distante 60 quilômetros da capital, Belém. E ganhasse o mundo.
A trajetória de hipérboles também inclui 16 álbuns lançados, todos eles híbridos, com pitadas de samba, bolero, brega e lambada. Caminhos que se entrecruzam e deságuam numa sonoridade que valoriza ritmos amazônicos e caribenhos. O 17º disco, “O Som da Amazônia”, será lançado no próximo dia 21.
O novo álbum será celebrado com um show gratuito no anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas. Solano dividirá o palco com a cantora Aíla, que assina a direção artística deste trabalho, e também recebe o violonista Sebastião Tapajós, que assina uma das faixas do disco.
“Analisando a trajetória do Solano, vimos que faltava um disco de altíssima qualidade, instrumental, que abordasse a estética da guitarrada paraense. E ele se destaca no meio dos ‘guitarreiros’ pela criatividade e pela técnica”, diz Aíla.
O álbum reúne 13 faixas - sete composições inéditas e alguns sucessos dos anos 80. A estética sonora remete à faceta instrumental da carreira de Mestre Solano. O disco exalta o estilo único de tocar guitarrada, desenvolvido por Solano, sempre com temas musicais pops e virtuosismo nos solos – fatores que encantaram o paulistano Arnaldo Antunes. Ele também fez sua versão de “Ela é Americana”, uma das músicas mais conhecidas de Mestre Solano e regravada por nomes como Dorgival Dantas, Alípio Martins e Aviões do Forró.
“Resolvemos que esse novo CD traria música novas, para mostrar que o talento de Solano vai muito além do hit ‘Ela é Americana’. Trabalhar com o Solano e poder difundir ainda mais a história da música feita no Pará é muito recompensador”, celebra Aíla.
“O Som da Amazônia” passeia pelas ondas sonoras do bolero, brega e guitarrada paraense, que se misturam à paisagem musical do Caribe e da Guiana Francesa. A faixa que abre o disco, homônima, traduz o desejo de apresentar ao mundo esse universo particular que é habitat natural do músico. Solano quis levar um pouco da região a todos que ouvirem a canção, em qualquer canto do Brasil, em qualquer lugar do planeta.
No encarte do álbum, Solano surge imponente dentro de uma camisa multicolorida, com seus anéis, pulseira e medalhões dourados, empunhando uma Gibson. Às suas costas, uma enorme faixa de areia pontuada por coqueiros encontra águas barrentas comuns aos rios da Amazônia. Só então sabemos que não, não estamos no Caribe, mas em Cuipiranga, no município de Barcarena.
O projeto desse novo álbum é idealizado pelo selo de produção 11:11 Arte, Cultura e Projetos e foi selecionado pelo primeiro edital do programa Natura Musical dedicado exclusivamente à cena paraense.
SERVIÇO
Show de lançamento do CD "O Som da Amazônia", de Mestre Solano. No dia 21 de novembro, às 20h, no anfiteatro São Pedro Nolasco - Estação das Docas. Participações de Sebastião Tapajós e Aíla. Entrada gratuita. Informações: www.mestresolano.com
(DOL com informações da assessoria)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar