A percussão é uma das vertentes musicais que mais encantam o público. Ela é fundamental para quem está aprendendo melodia, harmonia e ritmo musical. Jovens e adultos têm aprendido diversas técnicas e manuseio de instrumentos percussivos durante as oficinas do mês de novembro da Fundação Curro Velho. O encerramento das aulas está quase chegando e os alunos aproveitam o próprio espaço da instituição para se apresentar.
A percussão popular trabalha a coordenação motora em métodos simples e a percepção. É por meio de quatro ritmos e da prática em conjunto que o aluno de percussão consegue ganhar mais atenção e aperfeiçoar a concentração. A “levada” de uma música é definida pelo percussionista. O choro, samba e carimbó são apenas algumas das rítmicas definidas na oficina. Os instrumentos mais trabalhados na percussão popular são tambores de pele, baquetas, curimbós, barricas, maracas e chocalho.
“Cada instrumento tem seu timbre e sua função dentro da música. Quando eles se juntam, se encorpam, e isso é estrutura do ritmo, é percepção e sensibilidade”, explica o instrutor da oficina, Flávio Gama. Foram usadas técnicas de mão para tambor com vozes, médias, agudas e graves. Como base também foram trabalhados ritmos africanos, brasileiros e paraenses, como o afoxé, maracatu, carimbó e lundum. “Percussão é todo um coletivo. É música. Quando você bate palma, estala os dedos, anda ou ouve a batida de um coração, percebe um ritmo. A percussão é infinita”, diz.
A metodologia usada na oficina foi a oral, um estilo indígena de ensinar. Dessa maneira, aprender foi mais fácil para os alunos que tiveram o primeiro contato com a percussão. Márcia Kambeba, compositora e escritora, também fez oficina de canto, e explica o quanto a percussão facilita na hora de compor uma música. “Você aprende a cadência, aprende o ritmo certo e a contar no pé e usar a mão. A percussão é o guia. Muitas vezes, uma música precisa de percussão para ganhar vida”, explica.
“A percussão cativa e é importante em qualquer ritmo. Peguei o gosto e já estou aqui no Curro Velho estudando percussão há três anos”, conta Luiz Carlos, aluno de percussão popular. Para quem tem interesse em aprender, é fundamental ter atenção e mais sensibilidade para perceber os sons. Luiz diz que todo mundo tem ritmo, só é preciso estudar. “Qualquer lugar que você bata tem percussão. Está no canto do passarinho, na chuva, no chacoalhar das árvores, em tudo”, finaliza.
O encerramento das oficinas de novembro do Curro Velho continua na próxima segunda-feira (2 de dezembro), às 10h e 15h30, no teatro da fundação, no bairro do Telégrafo.
(Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar