plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home

_
_

Quem não gosta de samba?

Amanhã é o Dia Nacional do Samba, um dos estilos que melhor representa o Brasil - e Belém. Existem várias formas de samba, variando em cada região do país, mas aquele que conhecemos até hoje ainda é o que surgiu no Rio de Janeiro, entre 1920 e 1930, com N

twitter Google News

Amanhã é o Dia Nacional do Samba, um dos estilos que melhor representa o Brasil - e Belém. Existem várias formas de samba, variando em cada região do país, mas aquele que conhecemos até hoje ainda é o que surgiu no Rio de Janeiro, entre 1920 e 1930, com Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva e muitos outros músicos memoráveis. Começou com instrumentos de percussão e hoje envolve tantos outros como o cavaquinho, o violão e o trompete. Através do rádio “ele se tornou um gênero de identidade do povo brasileiro”, é o que afirma o historiador André Diniz, autor do ‘Almanaque do Samba’.

O primeiro samba registrado no Brasil foi “Pelo telefone”, em 1916. Quem fez o registro foi a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, considerando-o como uma composição de Donga. A canção foi gravada em 1917, por Baiano, e entrou para a história como a primeira gravação vocal de um samba. Desse momento da história em diante, muitas coisas vieram, muitas pessoas passaram e deixaram sua marca. Algumas ainda estão por aqui para contar essa história como testemunha ocular. Em Belém, por exemplo, quem nunca ouviu falar de Edinaldo Delgado, o Bilão? “Venho de uma família de músicos, comecei a tocar com 15 anos. O samba pra mim é tudo”.

Para Bilão, não é preciso uma data específica para comemorar o ritmo. “Trato direto com o samba todos os dias”, declara. O sambista já tocou com grandes nomes da música nacional: Almir Guineto, Arlindo Cruz e guarda com carinho especial na memória o eterno João Nogueira. “Eu já comecei tocando com o pessoal do Rio de Janeiro, trouxe muitos artistas para tocar em Belém, montei várias casas de show. Quando comecei, só existia uma casa de referência, o “Cavaco de Ouro”, hoje tem várias, como o “Mesa Redonda”, onde sempre toco”, conta.

E o público de Belém é grande, cativo das boas casas que existem pela cidade. “Samba não é um modismo, samba é pra sempre”, afirma Bilão. Em sua memória, guarda um momento único. “Quando eu trouxe o João Nogueira pra tocar em Belém, a gente saiu pra almoçar no Trapiche. Eu estava com um cavaquinho e comecei a tocar alguns sambas antigos dele. Ele ficou surpreso, disse ‘ninguém toca mais essas músicas no Rio’, eu vi que ele gostou”, relembra. E essa ligação que os músicos belenenses têm com os sambas antigos de raiz, para ele é o que torna nosso cenário cultural, um dos melhores. “O pessoal das antigas, quando chega aqui, fica abismado”, diz.

Belém é dos bambas!

Outro apaixonado pelo samba é Admir Silva ou Admir do Cavaco, como é conhecido. Ele conta que vive do ritmo desde 1975, quando passou a participar do extinto bloco Xavante, em Belém. “Toquei tamborim e repique. Depois fui para a (escola de samba) Grande Família, onde conheci o Nego Gino ou Gino do Cavaco, que foi com quem aprendi a tocar o cavaquinho. Ele era considerado por muitos músicos como o melhor do Norte, isso já foi em 1977/78. A maior parte das coisas que eu consegui, eu agradeço à música. Quanto ao samba, eu gosto demais, mas demais mesmo! Eu não tenho o que reclamar”.

Como compositor, Admir começou em 1992 e hoje faz parte da ala de compositores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, uma das escolas de samba mais populares do Rio de Janeiro, campeã do Grupo Especial do Carnaval em diversos anos, inclusive em 2009, quando Admir passou a compor para a agremiação. E faz parte também da ala de compositores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, para a qual entrou ano passado. Para ele, que tem experiência de mais de 30 anos com o ritmo, “o povo brasileiro devia sempre se orgulhar de ser ligado ao samba”.

O sambista alerta apenas para o fato de que Belém perdeu a condição que tinha como uma referência do samba. Segundo Admir, “continuamos com bons compositores, mas as escolas perderam a qualidade de trabalho, não se preocupam mais em tornar esta uma cidade de referência. Na década de 1970, o carnaval daqui chegou a ser o 3º melhor do Brasil, hoje não sei nem em posição estaríamos - isso em Carnaval -, mas para o samba que é produzido no dia a dia, a gente bate com os cariocas”, acredita o sambista. “Tem muito músico bom aparecendo, que toca outros estilos e quando toca o samba pela primeira vez, se envolve, vê que o samba é muito rico em harmonia e melodia, principalmente o samba de raiz”, completa Bilão. E que sejam bem-vindos os novos sambistas!

Comemore a data com o show ‘Viva o Samba’

Em comemoração ao Dia Nacional do Samba, o músico Yuri Guedelha, acompanhado pelo Sarau Brasil, realiza hoje, no bar Casa do Gilson, a partir das 16h, o show “Viva o Samba”, com a participação especial de vários sambistas paraenses: Andréa Pinheiro, Andre Avelino, Anna Marçal, Arthur Espíndola, Bilão, Fernando Jacaré, Gigi Furtado, João Lopes, Josimar Monteiro, Juliana Franco, Larissa Leite, Luiz Leite, Marisa Black, Marquinho Melodia, Muka Souza, Olivia Melo, Olivar Barreto, Pedrão Frade, Regina Ramos, Tony Melodia e Yasmhin Friaça.

2 de dezembro: Dia do Samba

O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso “Na Baixa do Sapateiro”, mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.

Prestigie

Show “Viva o Samba”

Quando: Neste domingo, 1º de dezembro

Local: Casa do Gilson

Hora: 16h

Ingressos: R$10,00 (mulher) e R$ 15,00 ( homem)

Inf.: 3272-7306/8273-0710

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!