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Teatro Waldemar Henrique terá recital de formatura

Na criação de uma música, compositor e arranjador tecem os caminhos do som. É arte feita de liberdade, ideias, texturas, melodias e ritmos. E há quem passe anos e até a vida inteira estudando essas sonoridades. Augusto César Meireles, Leonardo Venturieri,

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Na criação de uma música, compositor e arranjador tecem os caminhos do som. É arte feita de liberdade, ideias, texturas, melodias e ritmos. E há quem passe anos e até a vida inteira estudando essas sonoridades. Augusto César Meireles, Leonardo Venturieri, Marcelo Fernandes, Hezir Pereira e Luis Balieiro mergulharam nesse universo e apresentam parte do resultado dessa investigação em um recital de formatura nesta quinta-feira (5), às 19h, no Teatro Waldemar Henrique. O evento é gratuito e tem apoio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

Alunos do Bacharelado em Música, com habilitação em Arranjo e Composição, eles integram a terceira turma do curso, realizado pela Fundação Carlos Gomes em parceria com a Universidade do Estado do Pará. “Na composição, há um senso muito vasto de liberdade, de criação. É manipulação de sons e desenvolvimento de motivos melódicos e rítmicos. O arranjo é uma reinterpretação, é muito explorado pelo jazz e o samba, e encontra sua plenitude nas big bands”, define Marcelo Fernandes.

Marcelo e os colegas assumiram o desafio de dar projeção à área com a ideia de Festival de Composição, a partir do recital, o ponto de partida para essa possibilidade. “Será um festival de cunho contemporâneo com ciclos de estudos, master class e apresentações com premiação, etc. A cada ano um compositor paraense será homenageado. É uma excelente oportunidade de conhecer o outro lado da moeda”, comenta Marcelo Fernandes, que dividiu durante quatro anos a sala de aula com a agenda de shows da banda Arraial do Pavulagem, onde assume a guitarra.

Por enquanto, o Festival é um projeto ainda no começo. Não há data, nem nada marcado. Apenas ideias em maturação. O foco agora é apresentação do dia 5, quando as composições e arranjos desenvolvidos ao longo do período serão avaliados por uma banca de professores.

“Compor é criar algo novo sem existir nada. Arranjo é criar algo novo no que já está escrito. O prestígio depende do trabalho, isso sim posso dizer que, em Belém, não existe trabalho para nós dessa escola de composição de Belém. Acho que falta divulgação formal e informal. Em Belém, quase não temos bandas sinfônicas ou muitas orquestras pra escrever. Temos que tomar esta atitude sozinhos. Nosso recital vai ser um marco de divulgação das nossas possibilidades profissionais pra trabalhar com qualquer que seja o publico, seja coral, quartetos, quintetos”, defende Hezir.

Policial militar, Hezir começou aos 13 anos de idade, de forma autodidata, os estudos musicais. Aos 15, 16 anos, tocava violão, guitarra e baixo. Depois partiu para os sopros. E foi tocar em grupos de música como saxofonista e guitarrista. Em 2010, resolveu se redefinir como profissional. Entrou para o curso superior em Música da Fundação Carlos Gomes. “Na verdade o que aprendi hoje, eu já fazia, porém não sabia que era”, comenta. E havia a necessidade. “De ter uma formação comprovada para valorizar meus talentos como arranjador e compositor. Claro que também quero entrar no mercado de trabalho, entre outras coisas que o certificado me proporcionará”, avalia.

(DOL com informações da assessoria)

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