Será uma noite de glamour para a cantora Maria Juliana de Souza, mais conhecida por Maria Juliana, que está lançando o primeiro livro de sua carreira artística, intitulado “Sol e Lua, era pra ser pra sempre”. A obra é um romance entre duas mulheres que viveram juntas durante um longo período, em meio a encontros e desencontros. O evento de lançamento ocorrerá a partir das 20h, na sede social do Pará Club, na travessa Lomas Valentinas, em meio a uma sessão de autógrafos. Professores, jornalistas, músicos, alunos e amigos da autora confirmaram presença na solenidade.
O livro conta a história de amor de duas mulheres, que na obra são chamadas apenas de Sol e Lua, e a luta contra o preconceito que elas enfrentaram. “O livro é como se fosse uma coletânea de correspondências trocadas entre o casal, que a princípio nos faz pensar que é um homem e uma mulher, por isso a gente se surpreende”, descreve a autora.
O final feliz deste romance não termina com as protagonistas unidas, mas com uma grande mensagem de que duas pessoas do mesmo sexo podem, sim, compartilhar de afeto, companheirismo e compromisso.
Sol e Lua se amavam as escondidas da sociedade e assim viveram durante anos. Afinal, não é fácil assumir um relacionamento homoafetivo para uma sociedade que ainda apresenta fortes resquícios de intolerância. “De certa forma, o livro será mais um instrumento de combate ao preconceito e a intolerância. O Movimento LGBT de São Paulo me convidou para fazer um lançamento lá também”, ressaltou Maria.
O prefácio do livro foi assinado pelo professor e escritor literário José Carlos Gondim, que se disse admirado com o amor tão forte e emocionante. “O que mais me causou impacto na leitura foi a crueza, a violência do preconceito contra um sentimento de amor”, coloca.
O desfecho é surpreendente e provoca uma reflexão a respeito da felicidade individual. “Que terrível destino, não é? Que mundo é este em que as pessoas não podem ser felizes na sua individualidade? Afinal, todos nós – sem exceção – temos o direito de ser felizes. Ou não?”, questiona Gondim.
(Diário do Pará)
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