Quando o Projeto Belém 16.16 foi criado em 2011, já tinha como foco o aniversário de 400 anos da capital paraense. O fotógrafo Miguel Chikaoka, coordenador das atividades, explica que a ideia era “realizar um projeto fotográfico no qual qualquer pessoa da cidade, fotógrafo ou não, pudesse produzir fotos voltadas tanto para o documental, como para o subjetivo, o poético” da cidade.
Como a produção é intensa, o Fotovaral, uma espécie de retrospectiva anual, é realizada no mês de dezembro e encerra em janeiro do ano seguinte para dar início a um novo ano de registros fotográficos. E o que é visto ali são visões diferentes e criativas de uma única cidade. O objetivo é reunir todas essas imagens em um livro de memórias para ser lançado em 2016, quando Belém completará seus 400 anos de fundação.
As imagens são tanto espontâneas, de uma inspiração de seu próprio autor e vontade de registrar a cidade, quanto “por uma provocação feita pelo projeto, sugestionando um tema e incentivando a produção de imagens através de oficinas e maratonas”, explica Miguel. O resultado do projeto, ou seja, as fotos, acabam também entrando para a metrópole. “A cidade pode perceber de que forma as pessoas olham para a cidade”, diz.
Além de maratonas fotográficas, o Belém 16.16 reúne um conjunto de atividades e ações como palestras e debates com o intuito de promover um exercício de reflexão, fazer com que as pessoas olhem a cidade “como um lugar comum, de apropriação coletiva”, diz Miguel. E completa, “dessa forma mostramos a cidade em todas as suas dimensões, desde sua história, memória, até seu lado político e ambiental”.
O objetivo central é a construção de uma memória ampla, envolvendo a cidade com todas as suas culturas. “Essa memória ampla, é possível na medida em que o olhar é múltiplo, vem de pessoas de vários bairros de Belém, dos distritos, pessoas de várias faixa etárias, referências sociais diferentes. São essas participações que garantem essa visão ampla”, considera Miguel Chikaoka.
O Fotovaral 2013 é apenas um resumo do que foi produzido este ano, se fosse incluído tudo, faltaria espaço! O projeto recebeu quase 400 participações. Segundo Miguel, até o dia 12 de janeiro o que o público encontra na mostra é apenas “um pequeno apanhado”. Já no dia do encerramento da mostra, será feito o sorteio de temas marcando o início das maratonas de 2014.
(Diário do Pará)
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