Tendo a Mangueira como ícone da cidade, Belém, prestes a comemorar 398 anos de fundação – domingo, dia 12 –, receberá a partir de 10 a 26 de janeiro, a exposição internacional “Os jardins fazem a cidade” (Les jardins font la ville), do fotógrafo francês Michel Corbou.
A exposição tem como base o livro “Des Jardins dans la ville” (“Os jardins na cidade”; arte/La Martinière, 2011), escrito por Corbou. Defensor do paisagismo, Corbou traz em sua mostra fotografias de jardins de países da Europa, como França, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suíça. A exposição também eterniza as cores e texturas do paisagismo do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Mais do que uma representação dos ambientes, Corbou abraça uma ideologia: retratar a política do local a partir dos jardins. Entre os espaços visitados, cartões postais como o Jardim de Luxemburgo, em Paris; o Varengeville, na Normânia - este mais reservado, uma propriedade particular. O fotógrafo também esteve em Kolymbetra, no sul da Sicília.
Contrastes que impressionam
A relação natureza e cultura permeia a vida do artista Michel Corbou. Fotógrafo, autor, documentarista, Corbou efetiva as produções em exposições, como “Interactive Plant Growing” (Interação com o crescimento da planta) e “Le Triangle d’Incertitude” (O triângulo de incerteza), substanciado por instalações sonoras.
Exposições em Paris durante os anos 2011 a 2013 e o documentário “Les jardins font la ville” (“Os jardins fazem a cidade”) e a obra “Des jardins dans la ville” (“Jardins na cidade”) referenciaram o trabalho do artista.
Corbou cita “Jardins da Cidade” para enfatizar a utilidade dos jardins. “Independentemente da simpatia essencial que eles fornecem, estes jardins adotivos revelam o aumento considerável em seu número, a necessidade de encontrar uma solução para cortes salariais gerais e desemprego”. Cada fotografia é descrita com uma justificativa existencial. O propósito que noteia o trabalho do artista.
“Chamando os espíritos” é o título da foto que mostra o Palácio do Itamaraty, em Brasília, obra de Oscar Niemeyer. O Aterro do Flamengo e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro são locações usadas pelo fotógrafo, que ora salienta o verde e, posteriormente, a discrepância entre a natureza e a construção.
A mostra chega a Belém no próximo dia 10 e será exposta na Estação das Docas, como parte das comemorações de aniversário da “Cidade das Mangueiras”. A iniciativa é da Aliança Francesa de Belém, que pretende, além de homenagear a capital paraense, levantar o debate sobre o papel dos jardins públicos.
Prestigie
Exposição “Os Jardins Fazem a Cidade” (Les jardins font la ville)
Local: Estação das Docas
Em cartaz: 10 a 26 de janeiro
Entrada gratuita
(Diário do Pará)
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