O Festival “Ver-o-Peso da Nossa Música” chega a sua segunda edição e traz aos palcos o que o Pará tem de melhor – sua musicalidade. O evento será realizado nos dias 11 e 12, no Centur, e irá homenagear os 398 anos da Fundação de Belém. A programação é gratuita, levando ao público diversos estilos musicais: o carimbó do Trio Chamote e de Pinduca; o samba dos cantores Arthur Espíndola e Gigi Furtado; o novo destaque da música paraense, a Gang do Eletro; e a mistura de estilos do grupo Fruta Quente.
Todos os convidados para tocar nessa festa têm se mostrado felizes pelo convite para homenagear a cidade. “A gente ta sempre presente, e é muito bom pra gente participar desses eventos. Viajamos o mundo todo, e nada melhor do que tocar no aniversário da nossa cidade, tocar na nossa terra. Além de poder tocar em um show mais acessível para todo e qualquer público. Todo o grupo ta super feliz, eu to muito empolgada com esse show”, declara Keila, vocalista da Gang do Eletro.
Mistureba começa a partir do carimbó
Pinduca também gostou e aprovou o festival. Além da grande satisfação em participar, ele afirma que eventos como o “Ver-o-Peso da Nossa Música” devem continuar, para valorizar os artistas e sua importância para o Estado. “Espero que haja sempre esse reconhecimento por esse que é o grande divulgador da cultura paraense, que modéstia a parte, é o Pinduca”. Cantor e compositor, o “Rei do Carimbó” - como é carinhosamente conhecido em todo Brasil - criou ritmos, como: Sirimbó, Lári-Lári, Lambada e Lamgode.
No aniversário da cidade, os ritmos criados por Pinduca, e muitos outros, farão uma grande mistura através do festival. Entre os artistas que fizeram, e ao que parece, sempre farão parte do cenário musical paraense, estará a banda Fruta Quente. Com uma trajetória de sucesso, chegaram a vender 90.000 mil cópias no segundo CD “Fruta da Paixão”. Há músicas, que mesmo com a pausa feita pela banda durante alguns anos, nunca deixaram de tocar, como “A Quadrilha da Pantera”.
A abertura da programação será feita pelas bandas que integram o projeto de música da Vale, patrocinadora do evento, seguidos do dueto Arthur Espíndula e Gigi Furtado, trazendo o samba com cara de paraense. Arthur costuma fazer a mistura do samba com os ritmos regionais, carimbo, lundu e outros, formando assim o samba amazônico. Gigi faz uma mistura de samba com a black music; e ainda tem toda a originalidade do Trio Chamote, no segundo dia do evento.
A grande novidade deste ano, é que haverá uma feirinha de moda montada no mesmo espaço destinado aos shows no Centur, com trabalhos das marcas paraenses: Da Tribu Acessórios, TuCrias, Arte Papa Xibé, e Virgílio Moura. Além de roupas e acessórios, serão vendidos vários tipos de produtos customizados.
A feira montada no hall do Centur servirá para divulgar outras formas de arte local. “A gente queria trazer algo mais pra agregar, discutir que moda também é cultura, é arte. É uma feira um pouco tímida, mas é um início. Convidamos quem tem um olhar sustentável, nada tradicional, e muito contemporâneo. Também procuramos pegar marcas que pensam pra Belém, que tem uma política de responsabilidade social”, explica Tainah Fagundes organizadora da feira.
Pinduca quer de presente ‘nova Belém’
Em sua primeira edição, o evento trouxe shows gratuitos de Lia Sophia, Mestre Solano, Dona Onete e Arraial do Pavulagem, além dos grupos do Programa Vale Música, que estará abrindo os dois dias de programação este ano. O evento foi criado pela M. M. Produções em 2013, e lotou o hall do Centur. “Deu tudo muito certo: músicos felizes, público feliz, patrocinador e parceiros festejando juntos... Tenho fé que será um grande sucesso novamente”, diz Márcio Macedo, da M. M. Produções.
Além de cantar, e fazer essa festa animada, os artistas também querem dar seus votos de felicidade para a cidade e sonhar com anos melhores para ela. “O que eu desejo é que Belém receba muito mais atenção de toda a comunidade, principalmente das autoridades. Que nos 400 anos possamos ter a alegria de uma cidade nova, uma nova Belém. E desejo a todos os belenenses felicidades e bênçãos celestiais”, declarou Pinduca.
Keila, a voz da Gang do Eletro, deseja o mesmo. “Que a gente consiga crescer cada vez mais, não só na cena cultural que já é bastante fomentada, mas na área da saúde, educação. Que a gente tenha projetos para ajudar os jovens que estão na criminalidade, que a cidade invista mais nos jovens”, é o que pede antes de subir ao palco e eletrizar com o seu treme cheio de charme.
(Diário do Pará)
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