A partir de uma intensa pesquisa sobre o surfe, tanto o esporte quanto os desdobramentos filosóficos da prática, a artista visual paraense Danielle Fonseca começou a produzir uma série de obras e instalações. Tudo começou com o média-metragem “A vaga”, de 2010, como resultado da Bolsa de Pesquisa do IAP. Logo após, vieram esculturas de pranchas feitas com madeira. E foi a partir dessa trajetória que a artista foi convidada para a exposição coletiva “Deslize <Surfe Skate>”, em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR) até 27 de abril.
São seis obras, entre esculturas e pinturas – estas todas inéditas, realizadas em como projetos, pequenos esboços do que seriam as esculturas. A artista desenhou e construiu objetos que representam diferentes tipos de pranchas: uma Alaia, modelo antigo originada no Havaí; um bodyboard e uma hand plane, pequena prancha de mão ou para praticar bodysurf. “A madeira, vi durante a pesquisa sobre o surf, que é o elemento ancestral do esporte”, diz.
A participação de Danielle Fonseca foi um convite do curador Raphael Fonseca, que uniu aos artistas os colecionadores de objetos de surfe e skate. “A ideia dele é bem legal, misturar artistas que falam sobre o surf e até praticam, com os surfistas e colecionadores do esporte”, descreve a artista, que apresenta três pranchas e um par de pé-de-pato todo feito de acapu, madeira da região amazônica.
(DOL)
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