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Camila Honda se revela com primeiro álbum

Na loja de decoração dos pais, ela deu as primeiras cambalhotas. Ali também teve contato com o artesanato. A delicadeza não está apenas na voz e traços orientais da paraense de Belém, Camila Honda, cantora que deve lançar em breve o primeiro álbum da carr

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Na loja de decoração dos pais, ela deu as primeiras cambalhotas. Ali também teve contato com o artesanato. A delicadeza não está apenas na voz e traços orientais da paraense de Belém, Camila Honda, cantora que deve lançar em breve o primeiro álbum da carreira, previsto para março. Bateria, guitarra e baixo formam a base para as canções do disco produzido musicalmente por Felipe Cordeiro.

O trabalho feito ao longo de dois anos foi uma decisão posterior ao período em que Camila passou em Portugal, onde concluiu o mestrado em Criação Artística Contemporânea. “Começou junto com o Felipe, desde o pensar até as primeiras faixas e gravações que experimentamos”, conta.

No álbum, Camila diz que encontrou o caminho musical. Na canção “Nightinlady”, ela canta e toca violão. “Foi uma experiência nova. Digo pra todo mundo que não sei tocar, fiquei um pouco apreensiva, mas ficou bem verdadeiro, sincero”, avalia. “Nightinlady” é um presente do artista plástico Jorge Eiró, que enviou a letra pela rede social Facebook e pediu para que Camila Honda fizesse a melodia. “Foi muito fácil fazer a música”, reconhece a cantora. O videoclipe foi dirigido por Rodrigo Viellas.

Camila começou a fazer aulas de canto em 2008. Por 12 anos, dedicou-se à dança. Chegou ainda a fazer teatro. O teatro musical encantou a cantora de 28 anos que teve influências de The Beatles, Bob Dylan e Bossa Nova. O lado compositora floresceu como tudo em sua vida, em um processo natural. “Reflexo Sentimental” é uma composição própria.

A música fala sobre pensamentos e relacionamentos antigos. “São coisas que todo mundo passa na vida, uma vez ou outra”, defende. O objeto das demais músicas é universal aos que fazem e ouvem música: o amor. “É o tema mais comum de todos os tempos”, brinca.

Trabalho em estúdio com cara de ao vivo

O CD de lançamento da carreira de Camila Honda, que leva o nome da artista, tem a característica marcante de banda pequena. É um disco pop com poucos instrumentos. “As músicas são meio que ao vivo, feitas em estúdio, mas ao vivo”. Gravadas em um take só, de voz e instrumentos, dez canções que compõem o álbum inicial dela.

O disco fala também dos questionamentos pessoais da arquiteta. “Coisas que descobri recentemente, muito em função da vontade de fazer o disco. Me abriu um caminho que fez muito sentido fazer música depois”, revela a artista, que chegou ainda a trabalhar como designer de jóias.

Camila agradece o empenho do colega, cantor e produtor Felipe Cordeiro, com quem já tinha feito pequenos trabalhos em Belém, como um projeto sobre o movimento da Tropicália. “Ainda em Portugal a gente sempre vinha conversando de começar a carreira como cantora. Ele é muito generoso e me ajudou a descobrir um caminho que era meu”.

A cantora ainda chegou a fazer algumas apresentações com o grupo “Verbus: A poesia se fez carne”. A experiência de várias manifestações artísticas somou ao trabalho de quem agora sobe aos palcos não mais como bailarina. “É tudo arte para mim, mais uma linguagem artística que eu quis experimentar e quis seguir como profissão”, diz Camila. Para ela, o que importa hoje é cantar, seja no palco ou no banheiro.

Ao acordar, a rotina começa com exercícios de voz. Nara Leão, Vinicius de Moraes, Gal Costa, Tropicalismo e a nova geração da Música Popular Brasileira, como Tulipa Ruiz, Pélico e o próprio Felipe Cordeiro são referências artísticas de Camila Honda. O lançamento do disco que leva o nome da artista recebeu patrocínio do primeiro edital Natura Musical, exclusivamente dedicado à cena paraense, e gera expectativa na artista. “É uma das etapas do processo e a gente vai poder compartilhar com todo mundo”, diz a arte-educadora que tenta aproximar o máximo as linguagens artísticas.

VEM AÍ

‘Camila Honda’

O CD de Camila vai ser lançado em março deste ano, pela Natura Musical e vem com dez faixas, algumas composições da própria Camila Honda, outras em parceria com artistas paraenses como Allan Carvalho, Jorge Eiró e Felipe Cordeiro, que assina a produção musical do disco.

(Diário do Pará)

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