Um violonista de Belém em parceria com um saxofonista de Vigia vão realizar um show inédito. Os músicos Nego Nelson e Marcos “Puff” tocam do jazz ao bolero e da valsa ao samba na noite “De Vigia a Belém”, hoje (22), às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard. O nome foi escolhido por Puff e o desejo do duo é levar este show até os interiores do Pará. Vale lembrar que o público vai poder assistir essa primeira apresentação com entrada franca.
O repertório do show inclui de tudo um pouco, algo típico de ambos os artistas. Nego Nelson é violonista e compositor, iniciou seus estudos com os professores Tó Teixeira e Everaldo Pinheiro, possui formação em erudito, jazz e música popular. A discografia eclética de quem tem mais de 90 músicas inclui: valsa, choro, carimbó, samba, bolero, blues e muitos outros estilos.
Marcos “Puff” não fica atrás. O incentivo para estudar música veio dos pais, e aos 11 anos ele começou estudando no antigo Clube Musical União Vigiense, em sua cidade de origem, no interior do Pará. Atuou em diversos grupos e coletivos musicais como o tradicional “Bois e Pássaros Juninos”. Após alguns anos de aperfeiçoamento em São Paulo, retornou para Vigia e continua fazendo show e excelentes parcerias em Belém.
Entre as músicas que se destacam para a noite de hoje estão ‘Gurijuba City’, de Nego Nelson, uma combinação perfeita para o repertório que inclui ‘Gurijuba no Gelo’ de Marcos Puff. A popular “Bolero a mil’ também será executada, segundo Nego Nelson. “O Puff gosta muito dela e ganhamos um festival com ela. “O show vai ter cerca de uma hora, cada um vai tocar uma música sozinho e depois vamos tocar juntos”, adianta.
Entre samba, jazz, boleros e valsas, a dupla espera entrar em sintonia para mais shows juntos. “A gente já toca junto há muito tempo, mas não chegou a tocar muitas vezes. Geralmente é em gravação, às vezes uma musica num show, mas um show inteiro só nós dois é a primeira vez”, declara Nego Nelson, que afirma estar se dedicando principalmente a shows e gravações.
“Atualmente tenho me voltado mais para shows, tem um projeto com o Salomão Habib – de violões paraenses –, não toco mais na noite faz tempo”, e brinca: “hoje a gente está mais quieto”.
Para Nego Nelson, a mistura violão e sax não é novidade. “No Brasil se faz muito”, diz. Mas é uma mistura que pode dar certo e ele parece bastante satisfeito com essa experiência. “Paulo Moura e Yamandú [Costa], fizeram e ficou muito bom, a verdade é que não é algo novo, há muitos exemplos no exterior inclusive. O sax e violão se completam muito, têm muito som”, afirma.
(Diário do Pará)
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