Herança da Belle Époque, o Mercado de São Brás é ponto de encontro de grupos artísticos, como de amantes do Hip Hop, skatistas, rodas de capoeira e samba. A Praça Floriano Peixoto, localizada em frente ao marco do período áureo da borracha, hoje será palco de manifestações artísticas, no Sarau Multicultural do Mercado.
O objetivo é ocupar a praça do Mercado de São Brás com um leque de linguagens artísticas que vão desde a declamação de poesias com Jorge André, Norma Teixeira, Roberta Tavares, Apolo da Caratateua, Cláudio Cardoso, Ângela Pastana, Rita Melém e Cris Rodrigues; varal de fotografias com Mauro Fernandes e projeções de audiovisual e curtas metragens. O repertório artístico só tende a aumentar. Todos podem participar com intervenções. O microfone estará aberto e o evento é gratuito.
Além da lista de atividades que contém aula e roda de capoeira aberta ao público, com Mestre John, do grupo Norte-Brasil, haverá disputas de grupos de Hip Hop e demais danças de rua. “As atividades também vão acontecer de forma espontânea, com quem quiser participar e contribuir de alguma maneira”, informa Jorge André Silva, idealizador do projeto.
Experiência lúdica e cultural
O Sarau Multicultural do Mercado é fruto da mobilização de artistas independentes, descontentes com a escassez de espaço para fomento da cultura. “O foco é ocupar o mercado, fazer daquela área um ponto de referência de ações culturais”, frisa o idealizador do projeto, Jorge André Silva. Cerca de 100 artistas devem participar do Sarau. A ideia é estendê-lo e transformá-lo em um evento constante.
Malabaristas e comunidades hare krishna confirmaram presença. Na rede social Facebook, cerca de 100 pessoas afirmam que estarão esta noite no Mercado. O poeta destaca as expressões artísticas já existentes no Mercado e pontua a necessidade de integração com a sociedade. “A ideia é expandir, tornar mais amplo, já que não há o hábito de agregar as pessoas”.
A regularidade das ações culturais é outra meta dos artistas independentes. “A cultura não é um produto, como vem sendo tratada, feita via pagamento, aquisição de ingresso, patrocínio”, argumenta o organizador do evento, que acredita ainda que Belém não dispõe de público e espaço para as exibições culturais.
“A sociedade tem essa necessidade de ter experiência, vivência lúdica e cultural e o Mercado de São Brás pode oferecer isso”, defende Silva. A biografia do sindicalista Chico Mendes é tema de exposição fotográfica e documental, em alusão aos 25 anos da morte do seringueiro. Familiares do ativista participarão do I Sarau Multicultural do Mercado.
No que depender da vontade dos artistas independentes, a ociosidade da praça em frente ao Mercado de São Brás está com os dias contados. O Sarau também contará com feirinha de artesanato, bioarte e livros.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar