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Elvis Presley ainda fatura R$ 110 milhões por ano

O americano Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935, na cidade de Tupelo, no Mississipi, e faria 79 anos este mês. O cantor, que teve uma carreira de aproximadamente 20 anos, se tornou o ‘Rei do Rock’ e uma das maiores referências – se não

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O americano Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935, na cidade de Tupelo, no Mississipi, e faria 79 anos este mês. O cantor, que teve uma carreira de aproximadamente 20 anos, se tornou o ‘Rei do Rock’ e uma das maiores referências – se não a maior – para inúmeras gerações de artistas.

Em 2012, o cantor completou 35 anos de morte, ainda assim é considerado o maior vendedor de discos de todos os tempos, com mais de um bilhão e meio de vendas em todo o mundo, segundo a Associação da Indústria Fonográfica Americana. No mercado publicitário e dos direitos autorais, Elvis arrecada cerca de 110 milhões de reais por ano, com a venda de produtos licenciados e as milhares de visitas à Mansão Graceland, onde o artista morou e foi enterrado.

Por falar em mansão Graceland, ela sedia um museu e, próximo a ela, acontece a Elvis Week (Semana do Elvis), que inclui concursos de sósias, palestras sobre rock, mostra de filmes relacionados ao astro e um concerto especial de tributo ao ‘Rei’. Quem garante que vai estar lá este ano é Hely Jr., o Elvis da Amazônia. O cara entende tudo de Elvis e é um sósia do ídolo.

A primeira vez que viu Elvis, conta Hely, foi na capa de um disco, aos sete anos de idade, quando passeava com a mãe. “Chamou minha atenção a roupa. Perguntei para a minha mãe quem era, ela disse “Elvis” e eu pedi pra ela comprar. Ela não entendeu muito bem por que eu queria, mas também gostava dele, assim como meu pai, e comprou. Continuei gostando de Elvis por toda a adolescência e até 1995, quando montei minha primeira banda”, sem surpresa para ninguém, “pra tocar Elvis”.

E a admiração que Hely tem por Elvis não é apenas pelas músicas, mas também pela pessoa, pela história de vida do cantor americano. “Sou tão fã da pessoa, quanto do artista. Fiquei admirado com o quanto ele era humilde, ajudava as pessoas, pela sua boa índole”, assegura.

O astro vive nas histórias

A vida de Elvis Presley rende inúmeros episódios interessantes, um deles é que – quem sabe – hoje poderíamos ter dois Elvis na história da música, ou ao menos, um sósia que não precisaria passar por toda a caracterização que o advogado Hely Jr. precisa. Elvis não nasceu sozinho, ele tinha um irmão gêmeo, Jesse Garon Presley, que nasceu morto. Talvez por isso, teve uma mãe pra lá de coruja.

Gladys Love Smith Presley acompanhava o filho na ida e na volta da escola todos os dias até ele completar 15 anos. Além disso, quando jovem, o ‘Rei do Rock’ era proibido de nadar e fazer qualquer coisa considerada perigosa por ela. Mas também foi a mãe quem lhe deu seu primeiro violão, uma tentativa de convencê-lo a desistir de comprar espingarda em seu aniversário de 11 anos.

A cidade onde sua carreira como cantor iniciou foi mesmo Memphis, para onde se mudou com a família aos 13 anos. Ali fica a mansão Graceland e foi onde Elvis trabalhou como motorista de caminhão. Nessa mesma época, ele fez teste para uma banda profissional, mas recebeu como resposta que era melhor continuar dirigindo caminhões, porque nunca conseguiria ser cantor.

Meses depois, Elvis gravou “That’s All Right (Mama)”, que se tornou um hit na cidade onde vivia – foi só o começo. “Além da voz, Elvis tinha uma performance única, um carisma. A entrada dele no palco já era uma coisa que prendia a atenção das pessoas. Eu respeito muito Michael Jackson, Beatles, mas pra mim ele é único. Talvez por isso a frase ‘Elvis não morreu’ tenha se tornado algo tão mítico”, afirma Hely Jr.

Espelho para os artistas

A primeira aparição do Rei na televisão foi no dia 28 de janeiro de 1956, cantando “Heartbreak Hotel”. Mas e a última? Bom, o último show feito por Elvis foi transmitido aqui no Brasil pela TV, em 1977, e ainda tem gente aqui em Belém que se lembra. O militar Ermor Lopes, hoje com 46 anos, lembra de assistir com os pais o carisma de um Elvis já em fim de carreira, mas sem perder a majestade da voz. “Eu era menino, tinha uns 10 anos. Hoje minha música favorita é ‘My Way’”, conta.

No dia 15 de agosto de 1977 foi tirada a última foto de Elvis, ele está dentro do carro, chegando em sua casa. Elvis morreu no dia 16 de agosto de 1977, seu corpo foi encontrado pela namorada da época, Ginger Alden. Ele tinha 42 anos e o uso de drogas teria sido decisivo para o acontecido.

A morte de Elvis, apesar de prematura, não fez com que seu legado fosse perdido. Até hoje diversos artistas se inspiram em seu trabalho – principalmente sua presença de palco e variedade de estilos – para trabalhar suas próprias carreiras. Talvez o mais icônico dos casos seja o que ocorreu em 1960, quando o single “It’s now or never” fez com que um presidiário - Barry White – decidisse seguir a carreira musical. White tornou-se cantor e compositor de inúmeros sucessos em estilo soul e baladas românticas, um dos mais conhecidos dos Estados Unidos.

Paixão tatuada na pele

“Elvis levou o Rock’n’Roll para o grande público. Foi o primeiro grande astro e um dos maiores intérpretes, o cara tinha um carisma, voz e talento sensacionais. Gosto muito de tudo que ele fez na Sun Records, no início da carreira”, afirma Renato Cunha, 34 anos, oficial da marinha e um dos grandes fãs do ‘Rei’. Tão fã, que além de ter um quarto que comporta CDs, LPs, quadros, bonecos, DVDs, livros entre dezenas de outras lembranças, tem o Elvis na própria pele.

Renato fez a tatuagem em 2007, retratando um Elvis no auge da carreira. E assim como o fã, Elvis também já foi militar. Ele foi convocado pelo Exército dos Estados Unidos no dia 24 de março de 1958, ganhava 78 dólares por mês e era proibido de acessar sua receita artística de cerca de 400 mil dólares mensais. A mãe dele, Gladys, morreu no dia seguinte à volta do cantor para casa, em agosto do mesmo ano.

Dança era considerada imoral

Na primeira vez que apareceu na televisão americana em rede nacional, Elvis não foi filmado da cintura para baixo por causa de sua dança “imoral”. Hoje ela é sua marca registrada, principal ferramenta de quem tenta ser seu sósia. “Parece que entro num transe. Quando coloco a roupa, me transformo. Sempre vi vídeos, shows, participo de concursos a nível mundial. Eu não tenho preparo emocional para deixar de ser o Elvis. Um dia a idade não vai permitir os shows como hoje, mas pretendo nunca deixar de cantar”, declara o Elvis-advogado Hely Jr.

A história de vida, o trabalho com a música, o amor dos fãs, é muito grande e ainda rende e deve render muitas coisas boas – de filmes a reportagens e músicas - Elvis tocou country, rock, blues e o gospel, ao qual sempre desejou se dedicar mais. É por isso que Elvis, na verdade, não morreu.

Curiosidades

- Nos anos 60, os Beatles chegaram a fazer uma visita ao astro, em Graceland eles jogaram bilhar e cantaram juntos, mas nada foi gravado.

- Foi um brasileiro quem teve a honra de ter uma música gravada na voz de Elvis - a música “Almost in Love” (1960), foi composta por Luiz Bonfá.

(Diário do Pará)

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