Os olhos, por mais atentos que sejam, não conseguem acompanhar a trajetória traçada pelo mágico. Quando menos imaginam, são surpreendidos e fica o questionamento: Como ele fez isso? Mesmo que reveja a cena várias vezes, a dúvida persiste. É mágica.
Pode ser que hoje ela já esteja um pouco desacreditada, graças principalmente a um tal Mister M. O norte-americano Val Valentino, revelou vários truques de mágica que deixavam confusa a mente de quem assistia as apresentações ou os vídeos. Usando uma máscara, mostrava em detalhes truques de mágicas clássicas.
A justificativa para a quebra do código de ética era que assim os ilusionistas seriam forçados a montar mais números. O problema é que depois ele desvendou as mágicas atuais, irritando ainda mais ilusionistas do mundo todo. De acordo com as contas do homem por trás da enigmática máscara preta e branca, Mister M fez mais 60 especiais de mágicas em emissoras de todo o mundo. No Brasil, fez sucesso em 1999, no “Fantástico”, da Rede Globo. Em 2007 participou do “Tudo é possível”, da Record.
Mesmo com a certeza de que a mágica é feita de truques, ilusão e física, ela mantém seu encanto. E hoje, no Dia da Mágica, a comemoração é pela atualização dos truques. Seja com cartas, baralho, moedas ou com artefatos que encarecem as produções, ela conquista crianças e adultos. “A mágica é um segredo, mas a maneira que o mágico faz a apresentação é o diferencial”, pontua o ilusionista Paulo Carvalho, profissional há seis anos.
Assim como a maioria dos mágicos de Belém, Paulo não se dedica exclusivamente à mágica. A internet disponibiliza inúmeros links que levam a conhecer os truques dessa arte, tornando-a acessível a qualquer interessado. Mas não basta conhecer a forma como o truque é feito. “Comprar uma revista, um DVD e sair contando como se faz não o torna um mágico. É preciso manter segredo e, principalmente, estudar e se atualizar”. Para aprender, o essencial é conhecer um mágico.
“Os mágicos não costumam revelar seus truques, mas quando percebem que a pessoa está interessada, investem nela, nessa disseminação de conhecimento”. O historiador vai além, ressalta a questão social da mágica, o que justifica a palavra que a rotula. A visita a hospitais, casas de apoio e escolas é fundamental para a aproximação e manutenção da mágica.
E faz bem a quem a leva e a quem recebe. “Até ajuda na recuperação deles e também sempre deixamos uma mensagem. O essencial para que a mágica aconteça é acreditar nela. Acredite na vida assim como acredita na mágica”, diz o ilusionista.
O estilo de mágica close up, que é realizado próximo ao público e por meio da interação e até mesmo feita com objetos do próprio público, é um dos mais usados atualmente. Já os truques que demandam efeitos são mais impactantes e impressionam. “Mágica é uma coisa cara”, pontua Carvalho, que ao longo do tempo faz investimentos para impressionar nos truques de levitação que são seu forte.
Em 2007, o grupo Círculo Mágico Mago Sales foi formado, por iniciativa do italiano Rafael Volton. Hoje a associação é formada por seis mágicos que mantêm atividades paralelas, alguns atuando na mágica por hobby e outros de forma profissional. “Temos de médico cirurgião a estudante de 17 anos”, exemplifica Carvalho. Hoje os mágicos fazem apresentação no espaço São José Liberto, com entrada gratuita.
Participe
Show de mágica com Círculo Mágico Mago Sales
Quando: Hoje, às 17h
Onde: Espaço São José Liberto, localizado na praça Amazonas, s/n. Bairro do Jurunas.
(Diário do Pará)
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