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Ficção e realidade de mãos dadas sobre o espaço

Quem nunca sentiu vontade de ir para o espaço? Filmes de ficção abordam bem esse imaginário que percorre a mente de crianças e adultos, que sempre se encantaram com a magia e os mistérios que envolvem o céu, como grandes incursões de astronautas a bordo d

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Quem nunca sentiu vontade de ir para o espaço? Filmes de ficção abordam bem esse imaginário que percorre a mente de crianças e adultos, que sempre se encantaram com a magia e os mistérios que envolvem o céu, como grandes incursões de astronautas a bordo de espaçonaves a planetas distantes, explosões cósmicas, viagens na velocidade da luz, plataformas instaladas no espaço, entre outras coisas que atiçam ainda mais a curiosidade.

Na realidade, a abordagem fictícia de filmes e séries de televisão sobre a exploração espacial são, na maioria das vezes, feitas de maneira exagerada, mas indicam muito bem o interesse em questões que envolvem a exploração dos mistérios do espaço. No mundo real, o assunto também é levado a sério. Por exemplo, há 45 anos o astronauta Neil Armstrong, a bordo da Apollo 11, pôs os pés na lua, e antes disso, em 1957, até uma cadela, a Laika, foi ao espaço através do programa espacial da então União Soviética.

De lá para cá, tanto a ficção quanto a realidade continuam de mãos dadas na temática sobre o espaço. Novos filmes e séries trazem roteiros, ainda exagerados, sobre a ida de pessoas a outros planetas, assim como a ciência realiza pesquisas reais sobre os mistérios espaciais, que alimentam o sonho e imaginação de muitos que se encantam por isso. É o caso do estudante brasileiro Luiz Fernando Leal Gomes, de 19 anos, que foi aprovado para estudar engenharia aeroespacial numa das maiores universidades do mundo, o Instituto Tecnológico da Flórida, nos Estados Unidos.

A fixação do estudante pelo espaço não poderia ter começado de outra forma se não pela abordagem fictícia do tema. Fã do gênero desde criança, se interessou ao estudo da ciência e conquistou o primeiro lugar nas Olimpíadas Brasileira de Astronomia e Astronaútica (OBA) e da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), da Sociedade Astronômica Brasileira, assim como nas olimpíadas de física, matemática e robótica pelo Centro Federal Tecnológico do Rio de janeiro (Cefet-RJ), onde cursou o ensino médio.

Luiz Fernando: ‘Ainda vou embarcar para o espaço na minha própria criação’

Luiz Fernando ressalta a importância dos filmes, mesmo com seus exageros, para o progresso da ciência no campo espacial no contexto real. “Os filmes contribuíram para o avanço científico. Embora abordem assuntos de maneira exagerada, alguns até questionáveis, motivaram pesquisas de cientistas a respeito do que é falado neles para dizer se são possíveis ou não”, disse o futuro engenheiro.

O sonho do estudante sempre foi ser astronauta, mas sua aprovação na instituição americana vai habilitá-lo na construção de aeronaves que serão lançadas para novos destinos no espaço sideral. Ainda assim, Luiz Fernando mantém o desejo de voar para o espaço. “Ainda vou embarcar para o espaço na minha própria criação. Sempre tive esse sonho, que nasceu através da ficção, mas ele ainda vai se tornar real e, agora que vou estudar nos Estados Unidos está mais perto de acontecer”, acredita.

Antes de ser aprovado para o Instituto Tecnológico da Flórida, o estudante deu aulas particulares de Física para pagar o preparatório para os testes de admissão TOEFL (teste de proficiência em língua inglesa) e SAT (vestibular americano). Nas horas vagas, estudava Física, Astronomia e Astronáutica.

“ O processo de admissão das universidades americanas são bem diferentes dos daqui, pois costumam durar quase um ano. Temos também muitas redações e entrevistas, além do vestibular americano e o teste de habilidade com a língua inglesa”, explica.

Luiz Fernando afirma que vai se dedicar e aproveitar todas as oportunidades oferecidas pelo curso, a fim de se qualificar para um doutorado e destinar seu aprendizado ao Brasil. “Vou viver o grande sonho da minha vida estudando o que eu sempre gostei que é a ciência ligada ao espaço. Quando tudo tiver sido feito quero trabalhar no desenvolvimento Aeroespacial Brasileiro para levar o Brasil ao avanço nesse campo”, promete Luiz.

(Diário do Pará)

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