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Documentário ‘Edifício Master’ é exibido hoje

O Cine CCBEU fará em sua sessão de hoje (20), às 18h30, homenagem ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, com um de seus filmes mais emblemáticos: ‘Edifício Master’. Coutinho morreu no dia 2 de fevereiro, aos 80 anos, e chegou a ser lembrado durante a

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O Cine CCBEU fará em sua sessão de hoje (20), às 18h30, homenagem ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, com um de seus filmes mais emblemáticos: ‘Edifício Master’. Coutinho morreu no dia 2 de fevereiro, aos 80 anos, e chegou a ser lembrado durante a cerimônia do Oscar 2014, incluído em um clipe sobre os artistas que morreram em 2013 e no início deste ano.

De acordo com Tiago Freitas, da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), o homenageado foi um cineasta que, acima de tudo, era capaz de extrair dos anônimos presentes em suas obras o poder de seus depoimentos e diálogos. “Sua filmografia se baseava nessa perspectiva. Em ‘Edifício Master’ não é diferente: a palavra é mais que um instrumento de trabalho, ela é potencializada no encontro entre a câmera e o indivíduo. A postura neutra, o esvaziamento do ego, a confiança no acaso, a verdade com estrutura de ficção – são ferramentas básicas do processo de criação de Coutinho”, define.

Com seu talento, era capaz de fazer filmes realmente bons sem necessidade de produções milionárias. Em ‘Edifício Master’, Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores de um prédio de 12 andares onde moram cerca de 500 pessoas, em Copacabana, e conseguiu extrair histórias íntimas e reveladoras. Para obter essa proximidade, para que as pessoas permitissem que a sua intimidade se tornasse pública, era essencial contar com a “cumplicidade do outro”, como dizia o diretor.

E mesmo escolhendo um edifício próximo a um cenário exuberante como a famosa praia carioca, jamais precisou apelar para isso na hora de prender o espectador. “O bairro não aparece em sequer uma imagem de rua, lojas, calçadas ou multidões. Ele está, amiúde, nas alusões dos entrevistados, sob a forma de relatos de assalto, de fobias, comércio sexual, etc. Mas Copacabana está, sobretudo, na possibilidade de reunião – num único endereço – de um grupo humano tão diversificado, com histórias e projetos de vida tão heterogêneos quanto fascinante”, declara o crítico da APJCC.

(Diário do Pará)

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