A 5ª edição do Festival Curta Amazônia, realizado em Porto Velho, já está batendo à porta, e novas produções devem aparecer. Ainda não se sabe quais trabalhos paraenses serão inscritos até o dia 15 de abril, mas que o tema rende boas conversas, ele rende.
Entre os tantos temas que podem surgir, em um já fomos destaque diversas vezes: a vida ribeirinha. Um dos curtas-metragens mais antigos a ser lembrado é ‘O Jacaré já era’, realizado pelo padre italiano Giovanni Gallo, na Ilha do Marajó, em 1978, e digitalizado pelo Museu da Imagem e do Som do Pará nos anos 1990. Nele, encontra-se o cotidiano marajoara através de quatro homens. Um ponto em comum nos curtas que retratam o tema: homem e lugar parecem uma extensão um do outro.
Outro trabalho reconhecido em nossa história cinematográfica é o curta-metragem ‘Ribeirinhos no Asfalto’, com duas premiações do Festival de Cinema de Gramado. Segundo a cineasta Jorane Castro, o reconhecimento é uma boa maneira de incentivar novas produções. “A gente já trabalha na ideia de que, quanto mais existe o reconhecimento de um projeto, o que vem depois tem mais chances. Eu espero, gostaria e acredito que haverá muito mais projetos paraenses nas telas brasileiras”.
Ainda de acordo com ela, o formato curta-metragem tem uma vantagem muito grande sobre outros: “O curta viaja muito! Chega muito mais em festivais dentro e fora do Brasil”. Para Jorane, O curta no Brasil ainda tem um circuito mais restrito, mas há cada vez mais canais na web onde são disponibilizados apenas curtas-metragens. “No exterior, isso está mais sedimentado, tem mais programas e festivais que só exibem curtas, mas temos conseguido ganhar mais espaço através da internet”.
aprendizado
Segundo Jorane Castro, o trabalho do cineasta com o curta-metragem é diferenciado do longa e incentiva a participação. “Você tem uma dedicação diferente. O curta é conhecido como o lugar onde as pessoas se formam e onde os diretores experientes, experimentam. ‘A Ilha das Flores, talvez seja o mais importante da vida de seu diretor (Jorge Furtado) e um marco do curta e do cinema brasileiro, que rodou o mundo inteiro e até hoje é exibido”, lembra.
‘Olhar de Cinema na Amazônia’
O 5° Festival de Cinema Curta Amazônia está com as inscrições abertas até dia 15 de abril. A edição 2014 traz o tema “Olhar de Cinema na Amazônia”, com a proposta de consolidar, difundir e promover o cinema brasileiro. As exibições e premiações ocorrem em Porto Velho - Rondônia, no período de 1º a 7 de junho. As atividades são todas gratuitas, desde a inscrição das obras para competição, até a exibição dos selecionados – que ocorrerá de forma itinerante.
Apesar do nome, o Festival de Cinema Curta Amazônia permite trabalhos nos formatos de longa, média e curta-metragem, nas categorias: animação, documentário, ficção, experimental e clipes. De acordo com os organizadores, o evento permite formar novos públicos para o Cinema, e ao mesmo tempo, discutir questões ligadas à cultura regional e produção audiovisual na Amazônia. Os filmes selecionados serão divulgados até o dia 20 de maio. Os curtas devem ter de 1 até 15 minutos; os médias até 69 minutos; e os longas a partir de 70 minutos.
PARTICIPE
Curta Amazônia 5ª Edição - “Olhar de Cinema na Amazônia”. Inscrições até 15 de abril. Regulamento e inscrição no site www.curtamazonia.com
(Diário do Pará)
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