A Amazônia ganha o livro “Armando Dias Mendes: Vida e obra de um intérprete da Amazônia”. A publicação será lançada nesta quinta-feira, na sede da Associação Comercial do Pará (ACP). A obra é uma homenagem a um dos grandes nomes da economia na região Norte do país e, para contar essa história, o também economista Eduardo da Costa reuniu alguns artigos que mostram aspectos relevantes da biografia e do pensamento crítico de Armando Mendes.

“A região Norte precisava dessa obra. O conhecimento que Armando Mendes tinha sobre a Amazônia era muito vasto e deve servir para uma reflexão do desenvolvimento econômico que a Amazônia teve”, conta Eduardo, que também é conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) que reuniu vários trabalhos publicados por Mendes.

Bastante atuante no meio acadêmico, Armando Mendes fundou o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde pode promover o conhecimento sobre a realidade econômica e o papel da universidade. “Quem teve o privilégio de conviver com ele e o discernimento de guardar os seus ensinamentos com a mais absoluta certeza se tornou um cientista social com uma visão mais abrangente e crítica do mundo”, finaliza Eduardo.

Amazônia

Armando Dias Mendes foi um dos grandes economistas da região e contribui para a expansão intelectual na sua área de atuação. O economista publicou diversos livros, como “Estradas para o Desenvolvimento, Viabilidade Econômica da Amazônia” e “A Invenção da Amazônia”. Mendes também foi Pró-Reitor da UFPA. Mendes faleceu em 2012 aos 88 anos.

Tamanha a importância do legado de Armando Mendes, a obra organizada por Eduardo da Costa inaugura o Projeto “Coleção ACP”, onde serão editados livros voltados para a região com objetivo de fomentar conhecimento de estudiosos e no setor empreendedorismo. “Armando Dias Mendes muito contribuiu para o desenvolvimento da região e por algum período foi assessor econômico da casa. Por isso decidimos lançar esse projeto com o livro tão importante para a nossa região”, explica o presidente da ACP, Sérgio Bitar.

(Diário do Pará)

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