A Kamara Kó galeria de fotografia realiza o lançamento do livro “Navegante da luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma produção experimental”, da professora e crítica de arte Marisa Mokarzel, hoje, a partir das 18h, na sede da galeria, em Belém. Junto com o lançamento, haverá a abertura da exposição com fotografias e instalação de Miguel Chikaoka que fizeram parte da pesquisa, com visitação gratuita. A publicação, conta a autora, nasceu de um desejo pessoal e foi pensada a partir de três eixos: os fundamentos de uma herança cultural que o fotógrafo apresenta a partir dos laços com o Oriente; o contexto formado por instituições e que contribuiu com a visibilidade da fotografia no Pará; e a forma muito particular do artista de atuar. “Com uma criação que privilegia o coletivo e perpassa pelo processo educacional, o que é importantíssimo”, explica Marisa. A pesquisa foi embasada por textos já escritos sobre Miguel e seu trabalho, além de levantamentos de notícias, catálogos, acervos fotográficos, vídeos e entrevistas com o fotógrafo. A vontade de um dia realizar este projeto, acompanha Marisa desde o início dos anos 2000, após uma oficina com a curadora Rosely Nakagawa. “Ele motiva por uma admiração, pela sua consciência da importância para a fotografia paraense. É impressionante a entrega dele ao processo de vida e paixão pela fotografia”, afirma. A decisão final foi tomada após o contato com uma exposição, reunindo imagens pouco conhecidas da trajetória de Chikaoka. “Acredito que para ele sempre foi fundamental não se preocupar exatamente com a técnica, mas com a luz, com aquilo que constitui a fotografia, que contribui com a interpretação do mundo, com uma maneira de perceber, sentir, pensar o universo em que se vive”, diz a autora. A partir desse ponto nasceu também o nome da publicação - ‘Navegantes’. “Por que essa luz que é alma de todo esse processo fotográfico, porque ele a toma como forma de ver o mundo, as coisas, de ter sua percepção desse mundo, retirar a estética da paisagem, das pessoas. E também por que é alguém que cria junto com outros e dá todo um significado pra isso”, explica Marisa. A obra inclui fotos “tradicionais” – que vem de um processo da fotografia já desenvolvida por Miguel – e outras mais voltadas para a “experimentação”, produzidas principalmente ao longo de oficinas. “Eu jamais conseguiria abranger todo a obra e visão do Miguel nesse único livro. Então optei por mais de como ele é esse produtor de imagem e estética, de inovação, um ampliador desse universo”, define. (Diário do Pará) |
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