Livros didáticos do ensino fundamental, de diversas disciplinas, foram jogados no lixo, próximo à ponte do Galo, no bairro do Barreiro, em Belém, no último dia 04 de maio. A maior parte dos livros estava em perfeito estado e sequer tinham marca de uso. A população ficou estarrecida diante da situação e a Biblioteca Pública Arthur Viana toma a iniciativa de lembrar que está sempre de braços abertos para receber doações da população e instituições.
“Nós cooperamos com uma rede de 220 espaços de leitura distribuída por todo Estado. São centros comunitários, associações, bibliotecas de presídios, salas de leitura. As pessoas, ou mesmo as escolas da rede pública e privada que tenham livros podem doar aqui. E nós levaremos esse livro a quem precisa”, lembra Sérgio Massoud, Diretor de Leitura e Informação da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN/Centur).
Os moradores da área onde os livros foram descartados ainda tentaram resgatar o máximo possível, mas uma parte se perdeu ao ficar exposta ao sol e chuva. Perdas que poderiam ajudar muita gente. “Aqui nós temos como avaliar e redistribuir as doações para todo o Estado. Uma comunidade ribeirinha lá do Xingu pode precisar e a gente seleciona os livros e envia de acordo com as necessidades deles”, conta Suzana Tota, da Gerência de Processos Técnicos (GPROS) do Centur.
E não são apenas livros que a Biblioteca Arthur Vianna recebe. Também estamos de braços abertos para receber brinquedos, jogos educativos, discos, apostilas, gibis, revistas, entre outros materiais que forneçam informação, educação e cultura. O Centur é o lar de um acervo com mais 1,8 milhão de itens distribuídos entre seções como a Gibiteca, Brinquedoteca, Fonoteca e a Circulante, esta última, realiza uma média de 700 empréstimos por mês.
“Às vezes a pessoa tem um filho que fez vestibular e passou, são apenas duas ou três apostilas, mas que podem servir para muitos estudantes que vem à Biblioteca para estudar para o vestibular porque não tem material em casa”, afirma a gerente da GPROS.
TRANSPORTE
Se a doação for de um grande número de itens e o doador não tiver condições de realizar o transporte até o Centur, pode entrar em contato por telefone com a GPROS. “Nesses casos, nós realizamos o serviço de agendamento de busca. Anotamos os dados e endereço do doador e vamos até o local buscar os livros ou outros itens doados”, explica Suzana Tota.
E assim, aquele livro, filme ou disco que está encostado, sem uso, pode levar educação, cultura e informação a pessoas em todo o lugar, desde uma comunidade do interior do Estado até o acervo da própria Biblioteca Pública Arthur Vianna. Só não vale desperdiçar!
(Diário do Pará)
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