Na próxima sexta-feira (16), será aberta a exposição “Diálogos: Os Snethlage e as Ciências Humanas no Museu Goeldi”, que reúne um pouco da arte e costumes do povo Xipaya, que hoje vivem numa área reduzida próxima a Altamira. A exposição propõe um diálogo entre a faceta antropológica da pesquisadora Emilie Snethlage e o povo indígena.
Emilie Snethlage (1868-1929) foi diretora do Museu Goeldi durante a I Guerra Mundial. Em 1914 realizou uma expedição à região entre os rios Tapajós e Xingu e coletou objetos da cultura material dos povos indígenas Xipaya e Kuruaya (Tupí). Essas peças só foram redescobertas no acervo do Museu Etnológico de Berlim em 1991, quase oitenta anos depois que foram obtidas.
Esta exposição traz fotografias desse acervo, com anotações da Dra. Beatrix Hoffmann, antes de ser uma vez mais recolhido dos olhares dos visitantes, devido à mudança imanente do Museu Etnológico para o novo Forum Humboldt em Berlim.
A exposição também apresenta uma parte do trabalho de Emil-Heinrich Snethlage (1897-1939), sobrinho de Emilie, que realizou estudos de linguística com grupos indígenas da região do rio Guaporé, na fronteira com a Bolívia.
Serviço
Abertura da exposição “Diálogos: os Snethlage e as Ciências Humanas no Museu Goeldi”
Quando? 16 de maio (sexta-feira), 11h
Onde? Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, no Museu Emílio Goeldi.
A exposição ficará aberta de terça a domingo, das 9h às 17h.
Ingressos: R$ 2, com meia entrada para estudantes.
(DOL com informações da assessoria)
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