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Rainha do funk na terra do tecnomelody

Uma rainha nunca perde a majestade. É com esta máxima que Tati Quebra-Barraco volta a estrelar os palcos de todo o país com o seu funk proibidão. Dia desses ela esteve em Belém e não só exibiu a nova silhueta, como as mais recentes músicas de trabalho. Ve

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Uma rainha nunca perde a majestade. É com esta máxima que Tati Quebra-Barraco volta a estrelar os palcos de todo o país com o seu funk proibidão. Dia desses ela esteve em Belém e não só exibiu a nova silhueta, como as mais recentes músicas de trabalho. Vestida de verde-amarelo e com a barriga de fora, a funkeira mostrou o tom polêmico e escrachado que a lançou à fama há mais de uma década.
Alheia às derivações mais recentes do funk, como o tipo ostentação e o melody, Tati parece não se interessar muito em mudar o estilo que a consagrou. “Eu vim para mudar a história. O funk tem muitas vertentes e, como em time que está ganhando não se mexe, continuo fazendo aquilo que me fez ser conhecida”, disse a funkeira. O estilo marcante à que se refere está nas músicas com letras de conotação sensual, marcadas pelo sentido ambíguo que, na época, incomodou as feministas de plantão.

Sem se importar com o que os outros pensam e falam, a cantora continua a entoar músicas que colocam a mulher numa posição sexualmente assumida e sem tabus. E, nessa cadência, ela vai acumulando sucessos e parcerias que leva na bagagem para onde quer que vá. Entre as mais famosas estão os trabalhos com o MC Catra, Bonde do Tigrão, MC Mingau e Mc Fornalha que viraram hits como “Sou Feia, Mas Tô Na Moda”, “Dako É Bom” e as duas que a consagraram, “Boladona” e “Descontroladas”.

Se hoje em dia vários nomes femininos surgem no funk, todas devem um pouquinho a essa moradora - de mansão - da favela Cidade de Deus. Graças a Tati Quebra-Barraco, o público parece estar completamente habituado a ver uma figura feminina segurando o microfone e cantar como MC, da abreviação Mestre de Cerimônias, que antes pertencia quase que exclusivamente aos homens.

E enquanto os funkeiros paulistas carregam cordões de ouro, dirigem carros conversíveis e usam roupas de marca, uma das características do agora polêmico funk tipo ostentação, Tati mantém as origens do funk carioca. “Ostentação é de Sampa e Santos, não me enquadro nesse perfil. Como eu, vários vieram para ficar, e outros são passageiros. Isso é de cada artista, cada um no seu tempo e com o seu público”, afirmou.

Apesar da MC não ceder aos luxos dos funkeiros da cidade vizinha, ela se rende a um excesso que só o dinheiro pode comprar. As cirurgias plásticas que modificaram seu corpo também a tornaram famosa, principalmente nas redes sociais. Tati coleciona mais de 20 cirurgias plásticas, entre elas uma redução no estômago que enxugou o corpo, como o público paraense pôde ver de perto na festa “Funk Me”. “Parei por aqui com as plásticas e que os anjos digam ‘amém’”, disse, sem parecer ter muita certeza disso.

Mais à vontade com o próprio corpo, a cantora também está em nova fase de produção da carreira. “Faço questão de tocar nos meus shows as musicas que me consagraram, mas também estou trabalhando as novas ‘Tu Quer Ser Eu’ e ‘Vou Passar Com Meu Trator’”, antecipou. E como uma rainha sempre se curva à outra, Tati não deixou de elogiar a realeza do tecnobrega pior aqui. “Eu adoro a Gaby Amarantos. Ela é maravilhosa”, elogiou.

(Diário do Pará)

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