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Produtor vai debater cultura urbana no mundo árabe

A periferia sempre se mostrou fecunda para o surgimento de novas formas de arte. Arte com potencial para ganhar o mundo. E essa premissa será debatida no encontro “Hip Hop Brasil Qatar – A Cultura Urbana no Mundo Árabe” com o produtor cultural Marcus Hayd

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A periferia sempre se mostrou fecunda para o surgimento de novas formas de arte. Arte com potencial para ganhar o mundo. E essa premissa será debatida no encontro “Hip Hop Brasil Qatar – A Cultura Urbana no Mundo Árabe” com o produtor cultural Marcus Hayden, que será hoje, às 19h, durante a programação da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar.

Marcos Hayden é arte-educador e o que sabe hoje, ele afirma, aprendeu sendo cria da Fundação Curro Velho, leitor da Biblioteca Artur Vianna e visitante assíduo da Fonoteca da Fundação Tancredo Neves. Fã de James Brown e importante agente multiplicador de conhecimento, um de seus projetos de maior sucesso, por sua contribuição cultural, político e social é mesmo a música: o hip hop.
O evento será uma oportunidade de conhecer melhor esta cultura e sua filosofia com convidados que compõe esse universo: rappers, DJ’s, dançarinos de break (b-boys e b-girls) e grafiteiros. “A maior força do hip hop é o conhecimento. Por isso, cada participante desse encontro estará ali para compartilhar com a juventude as experiências de vida que absorveram”, afirma Marcos.

Membro da “Zulu Nation”, organização não-governamental fundada pelo DJ Afrika Bambaataa, considerado o pai do hip hop, Marcos destaca que o ritmo é mais do que um estilo musical ou diversão, “ele também é uma forma de educar, dar base aos jovens para que construam um futuro melhor para a sociedade e para eles mesmos”.

Essa ponte com o Qatar será possível através de Abdell Akim Omar, morador desse belo país árabe – conhecido oficialmente como um emirado do Oriente Médio – e membro-representante do grupo hip hop “Might Jockerz” que atua em Doha, desde 2000. Sua contribuição foi possível graças à rede de contatos que a “Zulu Nation” possui, promovendo o intercâmbio de artistas do mundo todo.

“O hip hop é mundial e nós viajamos constantemente levando o hip hop que é feito aqui em Belém para estabelecer diálogos e articular o movimento em diversos países. Nossa missão é fazer com que essa cultura que nasceu na periferia dê voz a ela – seja sua principal ferramenta de comunicação e expressão”, declara Marcos.

Mais do que uma palestra, o evento que ocorre hoje será um bate-papo em que Marcos estará aberto a tirar todas as dúvidas do público presente, defendendo sempre os valores do “verdadeiro espírito do hip hop”, como a paz, o amor, a união e, claro, a diversão!

“Todo mundo tem os mesmos direitos e, durante o nosso momento de descontração, queremos valorizar isso, despertar a consciência da juventude para importância da cidadania”, acrescenta. O produtor e arte-educador adianta que irá aproveitar o encontro para apresentar os primeiros passos do projeto “Fatos & Memórias do Hip Hop no Pará”, sua contribuição literária para a memória do movimento em Belém.

(Diário do Pará)

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