A apresentação do espetáculo “Subúrbios”, da companhia de Dança Cabanos, marca hoje a reabertura oficial do Teatro Margarida Schivasappa. O espaço será entregue à classe artística depois de quase dois anos de reformas, com mais conforto e acessibilidade, mais assentos e camarins ampliados, que darão mais destaque à cena cultural paraense. A cerimônia será aberta aos artistas.
As modificações feitas no teatro foram pensadas a partir de demandas da própria classe. No espaço superior (mezanino), foram criados mais 30 lugares para o público, e uma área técnica menor para acomodar canhões de luz seguidores e uma vara frontal para refletores. Acima da plateia, uma passarela abriga a iluminação frontal do proscênio e facilita o trânsito dos técnicos de luz, com maior segurança. Existe ainda uma área destinada a portadores de necessidades especiais.
Dois camarins foram criados e o palco também foi reformado. A parte hidráulica, elétrica e de refrigeração passaram por melhorias, assim como o maquinário. Foram criadas ainda mais duas varas de iluminação e uma sala climatizada, para guarda e conservação dos pianos. A vestimenta cênica foi renovada.
Localizado no andar térreo da Fundação Tancredo Neves, o Teatro Margarida Schivasappa foi inaugurado em 26 de fevereiro de 1987. O nome do teatro faz referência à filha do comerciante italiano Henrique Schivasappa e da soprano Carina da Costa Schivasappa. Margarida Schivasappa nasceu no dia 10 de novembro de 1895, em Belém do Pará. Cantora, professora e folclorista, ela estudou no Instituto Carlos Gomes, diplomando-se posteriormente pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.
CONSCIÊNCIA
“Subúrbios” une teatro e dança para reproduzir situações cotidianas. Ritmos como funk, brega e carimbó estão presentes na montagem. A proposta do espetáculo é abordar o dia a dia de uma sociedade com muito humor, evidenciando alegrias, dramas, intrigas, danças e a sua cultura.
O espetáculo encontra nas dificuldades da marginalização, pobreza, conflitos sociais a sua inspiração para criar seus focos de consciência e mobilização, dentro dessa cultura tão rica e cheia de intensos resquícios artísticos. A direção teatral é de José Leal e a direção geral de Rolon Ho.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar