Paixão é uma palavra que tenta resumir um sentimento quase que inexplicável. Sob esse prisma, Geraldo Salles é um grande apaixonado pelo teatro e pelos palcos. Ele está completando 50 anos de carreira e nem pensa em parar. Ao contrário, está cada vez mais envolvido em projetos que possam multiplicar artistas.
E tem colhido frutos. Recentemente o diretor ministrou oficinas para atores amadores em Ponta de Pedras, que se uniram e criaram o espetáculo “Chove Miúdo”, baseado no livro “Chove nos Campos de Cachoeira”, de Dalcídio Jurandir, e estão criando uma associação cultural. “Todo diretor ou artista tem obrigação de olhar no entorno, tentar dar força para o movimento artístico que exista ao redor dele”, acredita Geraldo, que tem trabalhado com artistas de Icoaraci, Oriximiná, Óbidos e Barcarena.
Mais do que arte, Geraldo define suas ações como um trabalho social de fortalecer vínculos com quem quer difundir a arte de representar. “Gosto de pegar gente sem vícios teatrais, mas que consegue fazer o teatro com a alma, com maior sentimento. Isso me entusiasma”, diz.
O diretor quer iniciar projetos semelhantes com outros grupos. “Tenho um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura para fazer esse trabalho com um financiamento em Bragança. Começa com oficinas de teatro, aulas de interpretação, dicção, expressão corporal, figurino e sonoplastia. Será finalizado com a montagem do espetáculo ‘Mulheres da Luz’, sobre o escritor paraense José Maria Goullart Ferreira”, conta o diretor.
E para quem se perguntou sobre o Grupo Experiência, com o qual Geraldo se tornou reconhecido, ele conta que preparam um novo espetáculo. “O texto é do Carlos Correia, sobre um fato real ocorrido nos anos 1950, e retrata uma história de amor no cabaré de uma chilena”, antecipa.
(Diário do Pará)
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