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Sabah Moraes canta o mundo em Belém

Uma artista que cria, recria, renova, em músicas interpretadas com verdade e emoção. Sabah Moraes é assim, intensa. Com uma voz eloquente e uma segurança indômita, a cantora paraense interpreta grandes nomes da música nacional e internacional com leveza.

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Uma artista que cria, recria, renova, em músicas interpretadas com verdade e emoção. Sabah Moraes é assim, intensa. Com uma voz eloquente e uma segurança indômita, a cantora paraense interpreta grandes nomes da música nacional e internacional com leveza. Depois de quase 10 anos sem cantar em Belém, Sabah está de volta e se apresenta hoje, com o show “Cantos de Todo Canto”, no Sesc Boulevard, às 19h.

Esta apresentação resume alguns dos espetáculos criados pela cantora e o companheiro, o produtor cultural e músico Ney Couteiro, que vez ou outra também canta com ela. O show é uma viagem musical pelo Brasil e pelo mundo. “Cantos de Todo Canto” já foi apresentado em Goiânia, Brasília e São Paulo. “É uma miscelânea de vários shows que a gente já fez. Tem música francesa, mexicana, paraense e nordestina”, revela Sabah, que mora há mais de 20 anos fora do Pará e atualmente vive em Goiânia.

O repertório passa por Lenine, Dorival Caymmi, Villa-Lobos, Zé Ramalho, Chico Buarque, Noel Rosa e músicas que ficaram famosas na voz de Clara Nunes. Sabah também revive as suas origens e canta Ronaldo Silva, Paes Loureiro, Mestre Lucindo, Maestro Isoca e Waldemar Henrique. “Em São Paulo me chamavam de ‘A Rainha do Carimbó’”, brinca a cantora. “Eu estou muito feliz e ansiosa com esse show em Belém e sei que muitas pessoas também estão. Tenho recebido muitas mensagens pela internet. Muitos conhecem o meu trabalho, mas nunca me assistiram pessoalmente”, conta animada.

Muitos passaram a admirar a cantora em 2012, depois do espetáculo “Sabah Moraes Interpreta Piaf”, uma homenagem à cantora francesa Edith Piaf que conquistou repercussão nacional. Com formação em canto clássico, a intérprete surpreende quando canta “Ne Me Quitte Pas”. “Esse show foi apresentado quatro vezes em Goiânia. Ele é muito grande, muito lindo, tem um custo alto. Tenho muita vontade de trazê-lo para Belém”, diz Sabah.

Mas a estrada musical de Sabah começou no final dos anos 1980, no curso de Música da Universidade Federal do Pará, onde estudou canto com a professora Marina Monarcha. Em 1993, estreou na música popular ao ganhar o Festival da Canção de Marabá. Em São Paulo, integrou o Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Ela também atuou em óperas como “Orfeu” e “A Flauta Mágica”, ambas sob a regência do maestro Angelo Diasm, da Orquestra Filarmônica de Goiás. Em Goiânia, foi homenageada pela Assembleia Legislativa de Goiás. “Meu trabalho é muito respeitado lá, me tratam como filha da casa”, diz a cantora.

Para quem quer conhecer mais o trabalho da cantora, além do show desta noite, outras oportunidades são o DVD “Um Rio Em Mim”, e discos como “O Mundo é Cheio de Sons”, “Ave Encantadeira”, “Somos Notas de Uma Única Canção” e “Lendas de Quintal - Canções, Danças e Estórias do Brasil”.

(Diário do Pará)

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