Qual o melhor MC paraense? A resposta será dada hoje, durante a “Batalha da Floresta” edição especial, no Bar Centro Histórico, às 19h, quando será definido o rimador que vai representar o estado no Duelo Nacional de MC’s, a ser realizado no mês de agosto, em Belo Horizonte (MG). Além da disputa de rimas, a noite será da união da cultura de rua de Belém com apresentações dos pockets shows dos grupos +Amor e Família #SemprePeloCerto (formado por Gaspar du Norte, Bruno B.O., Pjó VN e Mc Loko), e das selectas, toasters e dubs do sound system 3° Mundo.
A batalha será disputada na modalidade Tradicional, na qual os MCs se enfrentam em dois rounds sobre os beats do Dj Gus. Ao final, as melhores rimas com conteúdo e sagacidade serão julgadas por Gaspar du Norte e Black Zion, e pela platéia. Em caso de empate, é realizado um terceiro round.
“A participação da plateia é indispensável, tanto para votação, quanto para o clima de pressão sob a qual os MCs precisam estar submetidos”, afirma MC Bruno BO, um dos organizadores e a apresentador da “Batalha da Floresta”.
Os MCs Daniel ADR, Talita Brooklin e Gabriel venceram as três pré-eliminatórias da “Batalha da Floresta” e já estão na final. Como representantes da rua, a disputa de rimas denominada “Batalha de São Brás” - realizado de forma independente no mercado da cidade, há um ano, aos sábado - indicou os Everton MC, Mano Moraes e Danilo, que irão se juntar aos MCs Rog e Aranha que foram os vencedores das edições do “Duelo de MCs” realizado em Belém no projeto “Família de Rua na Estrada” (2011 e 2013).
Estes oito participantes se enfrentam no sistema de “mata-mata” até que o vencedor conquiste o direto de representar o Pará no duelo nacional, experiência que apenas Rog teve no ano passado, na disputa contra mais sete cidades do Brasil (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Recife, Salvador e Brasília).
Agora é a vez do pará voltar ao páreo e, para Leonardo Barreto, um dos idealizadores do projeto de sistema de som 3° Mundo Sound System, é a união do movimento que está gerando a força que a cultura de rua vem tomando.
“Acho muito bom, porque o Bruno BO respeita sempre a missão dele de informar e agregar, sem perder a essência, algo que também é nossa missão com o sistema de som. Então uma coisa fortalece a outra, e não descaracteriza nenhuma das partes. Só resta ao público agradecer e curtir o som e a proposta”, finaliza.
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