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Dia do Rock é comemorado com paixão e expectativas

O Dia Mundial do Rock, comemorado hoje, este ano vem carregado de notícias maravilhosas para alguns fãs mais saudosistas: a banda britânica Queen lançará um novo álbum com faixas inéditas, gravadas na década de 1980, e que contam com a voz de Freddie M

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O Dia Mundial do Rock, comemorado hoje, este ano vem carregado de notícias maravilhosas para alguns fãs mais saudosistas: a banda britânica Queen lançará um novo álbum com faixas inéditas, gravadas na década de 1980, e que contam com a voz de Freddie Mercury; o Pinka Floyd lançará o primeiro disco de inéditas em 20 anos; os lendários roqueiros do Led Zeppelin disseram que vão incluir músicas inéditas no primeiro lote de reedições de seus nove álbuns de estúdio, incluindo uma nova versão do hit “Whole Lotta Love”; e a banda de rock americana Weezer está de volta e pronta para lançar seu novo disco, “Everything Will Be Alright in The End”, o primeiro desde 2010.

Claro, estamos falando de grandes nomes do rock internacional, bandas que marcaram vidas e histórias, e que, mesmo após tanto tempo, ainda são capazes de deixar os fãs na maior expectativa. “Acho que depois de 20 anos, lançar esse álbum de inéditas é uma maneira de presentear os fãs que foram pegos com essa surpresa boa, mas também fazer uma homenagem póstuma ao Richard Wright (tecladista do Pink Floyd). Quando a notícia de que um disco novo sairia, e que seria quase que todo de música instrumental feito com peças que o falecido tecladista havia montado durante os ensaios e gravações de 1994, eu fiquei bastante interessado. Rick Wright era um criativo que nunca me decepcionou! Polly Samson, mulher de David Gilmour, que por sinal é meu maior ídolo, disse que esse álbum seria o ‘canto do cisne’ de Richard. Não tem como vir coisa feia daí”, explica Sebastião Netto, fã da banda Pink Floyd e amante do rock.

Outro que não vê a hora de ouvir a novidade é Henrique Penna, baterista do grupo Pink Floyd Project, que surgiu em 2004 a partir de reuniões casuais entre amigos que compartilhavam o amor pelo banda. Começou assim: eles eram apaixonados por rock desde a adolescência, não só pelo ritmo, mas pela essência. “Roger Waters disse certa vez que é impossível compor rock sem criticar alguém. Provavelmente quis dizer com isso que o rock não é apenas nem principalmente um fenômeno artístico, mas faz parte de uma cultura política de contestação e de crítica aos preconceitos conservadores da sociedade”, explica Henrique. Depois, o que era um hobby virou trabalho. A banda começou a fazer shows cover e encantou o público com a possibilidade de poder ouvir e curtir ao vivo o som de Pink Floyd.

“O público curte principalmente a chamada fase clássica, que vai de 1972, com o disco ‘Meddle’, até 1979, com ‘The Wall’. A galera sempre pede várias músicas dessa fase e por isso a banda costuma tocar discos na íntegra nos shows”, garante o baterista.

Os meninos gostam mesmo de rock e ficaram superfelizes com a chance de ouvir as músicas inéditas que o grupo vai apresentar aos fãs. “A notícia de que o Pink Floyd lançará um disco novo é efetivamente motivo de muita comemoração para qualquer fã. Sabemos que provavelmente o disco será composto de canções gravadas na épocade ‘Division Bell’, até porque o provável nome do novo disco - ‘The Endless River’ - é um trecho da música ‘High Hopes’, principal faixa do disco de 1994. Contudo, para quem realmente é fã da sonoridade da banda e sente muita saudade de ouvir os timbres de Gilmour e Right, a mera chance de escutar faixas inéditas é vista como um presente”, anseia Henrique.

PAIXÃO PELO ROCK VIROU TRABALHO

Sebastião Netto, inspirado pelo rock e, em especial, pelo Pink Floyd, se rendeu à musica e é guitarrista de uma banda - de rock, claro. Ele diz que começou a ouvir Pink Floyd desde muito cedo e por influência da sua família. “Minha família tem um pé no gosto por rock e comecei a ouvir aquela música bonita tocando pela casa. Aquilo ficou na minha cabeça até um pouco mais tarde, quando comecei a comprar os discos, escutar e estudar mais sobre a banda. Tenho todos os álbuns, mas o item mais legal da minha coleção, se assim posso dizer, é um ‘pedaço do muro’ que peguei no show do Roger Waters em São Paulo. Esse está indo para um quadro”, orgulha-se o guitarrista da banda Iza.

“Já tive banda cover para tocar na noite esses clássicos que a gente gosta, mas hoje me dedico a um trabalho autoral próprio e à banda Iza. Mas, como não pode faltar Pink Floyd nas nossas vidas, também junto um pessoal de vez em quando para ensaiar só músicas deles”, admite.

O rock também mudou a vida de Melly Rosas. O interesse pelo ritmo e uma ajuda do irmão baterista a fizeram tomar gosto pelo instrumento e se render a ele. “Na bateria, quando comecei, tocava sempre rock, tanto que a primeira música que aprendi foi ‘Come As You Are’, do Nirvana. Depois fui para o rock nacional anos 1980 e 1990, como Legião Urbana, Capital Inicial, e fui me aprimorando”, relembra a empresária e baterista. De lá para cá, Melly formou seis bandas, todas com influência do rock. “Hoje minhas bandas preferidas são Muse, The Ataris e No Use For a Name, mas também gosto de Janis Joplin e Cindy Lauper. O rock fez, faz e sempre fará parte da minha vida. É o que eu escuto, é a trilha sonora do meu dia a dia”, diz.

Henrique Senna e os amigos do Pink Floyd Project também têm muito a comemorar já que outro queridinho deles - o Led Zeppelin - vem com novidades este ano. “Todos na banda sempre tiveram como referência comum bandas clássicas como Led Zeppelin, Rush, Beatles e Deep Purple. Alguns já fizeram tributos ao Deep Purple e nossa banda já tocou músicas do Led como bis de alguns shows há muito tempo. Todos são fãs incondicionais de Pink Floyd, mas tendo plena consciência de que eles foram profundamente influenciados por algumas dessas bandas”, pontua Henrique.

Outro que vive para a música é o DJ Alex Pinheiro, que tem 50 anos e passou a maior parte disso dedicado ao rock. São 36 anos de discotecagem, apresentando ao público o rock alternativo, na sua forma mais inovadora. “Sempre fui conhecido por mandar as músicas mais lado b, mais alternativas, e sempre toquei aquilo que gosto”, pontua o DJ, que acredita que o Dia do Rock não tem muito a ser comemorado. “Lamento que tenhamos que passar o Dia do Rock olhando para o passado. Atualmente vejo que o rock tem pouca alma, parece que tudo é uma imitação e que vem embaladinha para vender”, lamenta o DJ.

Apaixonado por Led Zeppelin, ele comemora o anúncio de poder ouvir novidades da banda. “Acho legal ouvir esse resgate arqueológico. Mas se for para falar de rock, não podemos deixar de fazer uma ode aos nossos antepassados negros que inventaram o blues e isso possibilitou que o rock existisse”, sugere Alex.

Para curtir
Dia do Rock com show das bandas Mistica Queen Tribute e Helpers, que tocam os clássicos Beatles
Quando: Hoje
Hora: 20h
Onde: Studio Pub (Trav. Presidente Pernambuco, 277 - Batista Campos)
Ingressos: R$ 10 (primeiro lote), R$ 20 (segundo lote),
R$ 30 (terceiro lote)

Exibição do documentário “Rádio 2000”, de Erik Lopes, e “Durval Discos”, de Anna Muylaert
Quando: Amanhã
Onde: Cineclube Alexandrino Moreira (Teatrinho do IAP – Praça Justo Chermont, 236) Hora: 19h
Quanto: Entrada franca

(Diário do Pará)

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