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Gang do Eletro é atração hoje na \"Quintarrada\"

Só no charminho, a Gang do Eletro está preparando o seu segundo disco. Na semana passada eles iniciaram as gravações aqui em Belém, contando mais uma vez com a direção vocal e arranjos de voz de Cyz Zamorano, que veio à capital exclusivamente pa

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Só no charminho, a Gang do Eletro está preparando o seu segundo disco. Na semana passada eles iniciaram as gravações aqui em Belém, contando mais uma vez com a direção vocal e arranjos de voz de Cyz Zamorano, que veio à capital exclusivamente para o trabalho com os cantores da banda. No estúdio, o clima era de muito trabalho e animação, mas já deu para sentir que o novo trabalho vem com novidades e uma influência pop que Cyz faz questão de enfatizar. “Estamos trabalhando em algo mais pop para fazer com que os vocais sejam diferentes e as harmonizações tenham tendências mais modernas”, adianta a diretora.

Responsável pelas batidas eletrizantes da banda, o DJ Waldo Squash confirma este caminho e também sente que o álbum pode render novidades. “Estamos trabalhando em mais influências do melody, que tem rolado nas aparelhagens, mas também a batida tecnomelody misturada com o eletro, que é a nossa pegada. É um disco que está para cima e tem letras bonitas. Não estamos presos ao que vivemos em Belém e a Cyz nos deu esse toque mais pop, transformando o tecnobrega em algo moderno, sem perder a proposta”, explica Waldo, que faz base para os vocais de Marcos Maderito, William Love e Keila Gentil.

Nesses cinco anos de estrada, a Gang do Eletro mostrou a força e personalidade do tecnobrega e se destacou na cena musical paraense contemporânea. A proposta do grupo é enriquecer ainda mais esse universo e conquistar o mundo mais um pouquinho, assim como fez com o primeiro disco, que saiu no início do ano passado. E se seguir o sucesso da estreia, o novo trabalho tem grande chance de decolar. O primeiro álbum entrou nas listas de melhores discos de 2013 em diversas publicações especializadas, como as revistas “Rolling Stone” e “Billboard”. Eles ainda dividiram com Caetano Veloso o Prêmio Multishow de Melhor Show do Ano. A repercussão chegou ao exterior e o grupo foi atração no festival South by Southwest (SXSW), no Texas, Estados Unidos, e também esteve no Global Copenhague, na Dinamarca, e no Rencontres Trans Musicales, em Rennes, na França.

“Ficamos numa expectativa de o público gostar. Estamos trabalhando muito, mas estamos nos divertindo bastante e muito felizes, esse é mais um sonho. O que a gente espera é que as pessoas comprem, ouçam nas suas casas, nos seus carros, compareçam nos shows e com certeza vai ter música para dançar, para ouvir e que agrade a todos”, anseia Keila Gentil.

NOVAS BATIDAS

Sobre o novo disco, o grupo deixa no ar que pode explorar ritmos diferentes sem perder o carisma e a batida que conquistaram o público. “Meu tio Tonny Brasil cedeu uma cúmbia, ‘Declaração de Amor’, para entrar no CD. Esse disco já vem com uma onda totalmente misturada, o nosso eletromelody com outros ritmos, músicas mais calmas e muitas surpresas”, conta Maderito.

Como uma máquina acelerada de fazer músicas, Cyz acredita que eles devam aproveitar o momento intenso e criativo para divulgar ainda mais o trabalho. “Eles fazem muita música. No primeiro CD gravamos tantas que se não escolhêssemos teríamos um álbum duplo. O Waldo refez muita coisa para colocar neste segundo disco e agora, provavelmente, vai sobrar música, porque tem muita coisa legal. Estou aconselhando a eles fazerem um álbum especial só para os fãs com essas sobras. Na minha opinião, poderia ser divulgado on-line de forma ‘free’. Os fãs merecem que isso vá para a rua”, incentiva Cyz.

Sobre as músicas, Keila adianta que a maioria já é conhecida dos shows. “Tem músicas que a gente já tocava e que o público canta com a gente, mas vamos trazer isso com a nova roupagem. Tem a pegada da Gang do Eletro: peso nas batidas e treme aonde tem que ter treme, sem deixar de ter a nossa cara”, adianta a cantora.

A palavra de ordem que a Gang do Eletro evoca, o “treme”, faz jus à quantidade de tremidas necessárias para acompanhar o ritmo alucinante da banda. Mas Cyz acredita que o jargão disseminado por eles e aprovado pelo público já evoluiu e que novidades podem surgir. “Acho que já foi para a Gang esse negócio do ‘treme’. Hoje o que eles fazem é algo mais vibrante. Já ultrapassaram esse ponto e em breve vai vir uma gíria nova. Eles se preocupam com as raízes e gostam de ouvir o que toca nas aparelhagens e por isso a identidade deles sempre será conservada. Mas, ao mesmo tempo, o Waldo escuta tudo que está sendo feito no mundo e isso traz novas referências para o trabalho da banda”, aposta Cyz.

É HOJE!

“Quintarrada” com show de Félix Robatto, Carimbó pau e Corda e Gang do Eletro
Quando: Hoje
Onde: Templários (Rua 28 de Setembro, 1155)
Hora: 22h
Quanto: R$ 20 (primeiro lote)
Informações: (91) 3224-4070

(Diário do Pará)

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