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Livro resgata tradição cerâmica de Primavera

Uma tradição que poderia ficar perdida, como um tesouro não descoberto, mas que agora está sendo compartilhada. A publicação “Patrimônio da Nossa Terra – As Ceramistas do Litoral do Salgado (PA)”, lançada durante a 2ª Mostra Cultural de Primavera nessa

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Uma tradição que poderia ficar perdida, como um tesouro não descoberto, mas que agora está sendo compartilhada. A publicação “Patrimônio da Nossa Terra – As Ceramistas do Litoral do Salgado (PA)”, lançada durante a 2ª Mostra Cultural de Primavera nessa segunda-feira (21), resgata um conhecimento que antes estava restrito a resquícios arqueológicos e aos idosos da região.

“Geralmente são senhoras que fabricam os utensílios. Quando pedaços de cerâmica foram encontrados na região, sentimos necessidade de registrar como essa cultura foi desenvolvida”, explica Carlos Coffone, gerente de projetos da Votorantim Cimentos, empresa responsável pela ideia.

O projeto surgiu em meio à pesquisa arqueológica desenvolvida pela Votorantim, com o apoio da Universidade Federal do Pará-UFPA, durante o processo de licenciamento ambiental da sua nova fábrica em Primavera, e ganhou corpo em parceria com outra empresa, a Archaeo.

Um ícone da Amazônia, a cerâmica artesanal reflete como as populações antigas e atuais se relacionam com os objetos. As autoras do livro, Suzana Hirooka e Simone Jares, geólogas e especializadas em pesquisas arqueológicas, debruçaram-se sobre a região para mostrar ao leitor uma viagem por paisagens distintas no tempo, usando dados de paleontologia e arqueologia e os registros das práticas atuais do manuseio da cerâmica.

Na publicação, é possível se aproximar do registro dos saberes, das técnicas tradicionais e das narrativas de mulheres que conferem significado a tais artefatos. É possível entender como surgem, do barro, alguidares, panelas, potes, pratos, tigelas, saber como é feito o processo da queima das peças, e como todos esses conhecimentos foram sendo repassados de mães para filhas, a cada geração.
“Além do livro, durante a mostra cultural os participantes puderam conhecer melhor o trabalho das ceramistas, através de exposições arqueológicas e ambientais e oficinas de cerâmica tradicional, além de rodas de contação de histórias”, finalizou Coffone.

(Diário do Pará)

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