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Cantiga de Lêle vence festival em Ourém

A música “Cantiga de Lelê”, de Marcos Campelo e Milton Rocha, conquistou o primeiro lugar do 30º Festival da Canção Ouremense, que aconteceu de 24 a 26 deste mês, no município de Ourém, abocanhando o grande prêmio de R$ 7 mil. “É um baião que fala do amor

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A música “Cantiga de Lelê”, de Marcos Campelo e Milton Rocha, conquistou o primeiro lugar do 30º Festival da Canção Ouremense, que aconteceu de 24 a 26 deste mês, no município de Ourém, abocanhando o grande prêmio de R$ 7 mil. “É um baião que fala do amor perdido. Acredito que o júri se envolveu na melodia, na atmosfera romântica da música, e nos escolheu apesar de ter outros artistas e composições com nível de qualidade muito alto”, destaca Marcos, um dos compositores vitoriosos. “Cantiga de Lelê” também ganhou o prêmio de Melhor Arranjo, o que rendeu mais um troféu para a dupla.

Cerca de 6 mil pessoas compareceram ao evento para ouvir 32 músicas e coroar as vencedoras. O segundo lugar ficou com a canção “Vestida como a Flor” de Lula Barbosa e Clodoaldo Ferreira. A terceira composição premiada foi “Rios de Anseios” de Paulo Moura e Marcela Moura, interpretada por Andréa Pinheiro, que ganhou o título de Melhor Intérprete. O prêmio de Melhor Letra ficou por conta de “Grande Luar; Veredas”, de Márcio Farias.

Músicos, compositores e/ou intérpretes de qualquer nacionalidade, residentes ou não no território nacional, se inscreveram. Para participar, era preciso apresentar uma composição com tema livre, em língua portuguesa, inédita e original. O festival registrou 85 inscrições – com candidatos do Pará, Amapá e Manaus – que passaram pela avaliação de cinco jurados especializados. Trinta e duas músicas foram selecionadas e divididas em dois grupos de 16 canções, que se apresentaram nos dois primeiros dias do evento. De cada dia, oito canções passaram para a grande final.

De acordo com o coordenador do evento, Zeco Penna, o festival mantém uma progressão surpreendente. “A cada ano que passa, o nível musical e o público crescem cada vez mais. A procura tem sido maior e no próximo ano queremos divulgar o evento em âmbito nacional”, destaca Zeco. O festival foi criado em 1983, integrando a programação de veraneio da cidade, e não parou mais.

“É um dos festivais mais importantes e mais antigos do país. A cidade toda se mobiliza em torno dele, existe um envolvimento muito grande”, diz Marcos Campelo. Compositor e violonista, ele estudou na Escola de Música da UFPA e está imerso no meio musical há 10 anos. Neste tempo ele já participou de outras edições do festival, tendo recebido outros prêmios também. “Mas ganhar o primeiro lugar foi a primeira vez”, revela, com satisfação.

(Diário do Pará)

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