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Morte de Mussum completa 20 anos

terça-feira, 29/07/2014, 10:26 - Atualizado em 29/07/2014, 11:04 - Autor:


Samba, dedicação, malandragem e humor. Essas quatro palavras podem definir Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. Nesta terça-feira (29), a morte do humorista completa vinte anos.


Com trejeitos e bordões inesquecíveis, Mussum podia ser considerado um “carioca da gema”. Torcedor do Flamengo no futebol e da Mangueira no Carnaval, estudou em um colégio interno rigoroso: a Fundação Abrigo Cristo Redentor, onde fez curso profissionalizante de mecânico.


Ele próprio alfabetizou sua mãe e estudou bastante para chegar ao posto de cabo da Aeronáutica. Sua grande paixão, no entanto, era a música, faceta desconhecida para muita gente. Iniciou sua carreira artística tocando reco-reco no grupo Os Sete Modernos do Samba, mas ganhou em Os Originais do Samba, no final da década de 1960.


O auge da carreira de Mussum viria décadas depois, mas no humor. Ao lado de Renato Aragão (o Didi Mocó), Dedé Santana e Zacarias, tornou-se um dos Trapalhões, reverenciados até hoje como um dos principais ícones da comédia brasileira. Com o sucesso na TV, acabou abandonando o grupo de samba.


Estas e outras histórias estão presentes na biografia “Mussum forévis — Samba, mé e Trapalhões”, do jornalista Juliano Barreto. O livro foi lançado no início de julho com o objetivo de relembrar e homenagear Mussum.


Atual vinte anos depois


Até hoje os bordões de Mussum seguem bastante citados e "atuais". Comumente associado ao consumo de bebidas alcoólicas, Mussum na maior parte da vida só tomou cachaça engarrafada com mel. A bebida era conhecida principalmente por “mel”. Foi Mussum que resolver abreviar a monossílaba e o mel virou “mé”, criando então um dos seus principais bordões.


Atualmente, com a ampliação do acesso à internet, é possível assistir vários vídeos de Mussum gratuitamente e conhecer um pouco mais de sua trajetória musical e humorística.


Sua fama vai além: é motivo para diversos memes compartilhados pelas redes sociais, em geral fazendo caretas e com olhos bem abertos, emprestando traços a outros personagens e figuras públicas e parafraseando toda e qualquer palavras com a terminação “is”, referência a "Calcidis", outro inesquecível bordão seu.


Mussum, que deixou cinco filhos, um de cada mulher diferente, morreu aos 53 anos, em São Paulo, duas semanas depois de um transplante de coração, mas marcou uma época e também a música e o humor brasileiros.


(Enderson Oliveira/ DOL)

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