Os músicos Mateus Machado (percussão), Dadá Soul (teclado) e Rodrigo Santos (contrabaixo) sempre se esbarravam pelos camarins e backstages da vida. Depois de trocar muitas figurinhas sobre música, descobriram que compartilhavam dos mesmos gostos musicais e deram início, em 2009, à banda de samba-rock Vitrolla 70. Em uma das experimentações do trio paulista nasceu a canção “Preta Rara”, que ganhou destaque nas rádios e impulsionou o lançamento do primeiro disco “Rock Samba Style”, estreado este mês. O single tem um órgão hammond com sonoridade setentista e ganhou um clipe estrelado pela atriz Lucy Ramos, que interpreta uma “poderosa chefona”. A produção, dirigida por Thiago Luciano, será lançada dia 2 de agosto nas redes sociais.
“A gente compartilhava do mesmo gosto, o som dos anos 1960 e 1970, e resolvemos criar uma banda para fazer esse som que a gente curte. Depois de alguns anos, gravamos uma demo de ‘Preta Rara’ só para a gente ouvir e acabou vazando. Os DJs começaram a tocar e foi parar nas rádios. A banda passou a ter uma procura maior e aceleramos o processo de gravação do disco”, explica Mateus Machado, que além de percussionista é o vocalista da banda.
Foram três anos de produção, gravação e experimentações. O CD possui 11 faixas e ecoa originalidade e leveza. Uma mistura de frescor e novas ideias. A banda optou por fazer a cama na cozinha, no baixo e bateria, e adicionar variantes como um teclado setentista aqui, um piano ali. O resultado é suingue, soul e música negra de qualidade.
“Estamos com a expectativa de que o disco tenha uma visibilidade e uma distribuição bem legal. Queremos levar nosso som e a banda para mais pessoas, saber a impressão que elas vão ter sobre o nosso trabalho”, revela Mateus. No dia 17 de agosto a trupe inicia uma turnê. Perguntado se tem o desejo de aterrissar em Belém, ele diz: “Claro, sem dúvida alguma”.
FAIXA A FAIXA
“No que Vai Dar” é samba em dose mais pura, feito na base da conga e do ganzá, mas também com teclado e violão e baixo. A tecladeira anos 1970 continua bonita em “Swinga”, que, ao contrário do esperado, não é ritmada na bateria, mas na levada de guitarra, baixo e voz de Tibless Machado, a quem o vocal Mateus empresta o microfone.
“Pidona” vem no formato de samba-rock, sem metais, mas com cuíca e pandeiro, e “Minha Cor” vem noturna num arranjo de jazz com a voz de Mariela Kruz. Além dela, Marina Decourt e Tereza Gama também fazem participação especial no disco.
No CD há ainda uma sequência de samba roqueiro com “Seu Gingado”, mais agitada, e “Cor de Jambo”, mais cadenciada, até o mais rock’n’roll de “Eu Não Sei Dançar”, que já abre a porta aos chutes com levada de bateria. O clima volta ao soul, no piano suave de “Rosildo” enquanto “Rock Samba Style” fecha orgânico em bateria, teclado, violão e baixo com “Pé da Orelha”.
(Diário do Pará)
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