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Grupo faz som temperado pela diversidade

Eles são atores de teatro, televisão e cinema, e também são amigos que gostam de se divertir cantando e interpretando as letras de seu grandes ídolos musicais. Isso é o Melanina Carioca, grupo musical com raízes no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro,

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Eles são atores de teatro, televisão e cinema, e também são amigos que gostam de se divertir cantando e interpretando as letras de seu grandes ídolos musicais. Isso é o Melanina Carioca, grupo musical com raízes no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, que mistura funk, samba, pagode, MPB e hip hop e que, em turnê pelo Brasil, chegou ao Pará, onde passou por Salinas, no último fim de semana.

O grupo existe desde 2009 e é sensação na Cidade Maravilhosa. A formação do grupo, à exceção do músico David dos Santos, parece escalação de novela. Estão lá os atores Marcelo Mello, o Jairo novela da “Em Família”; Roberta Rodrigues, que fez sucesso como a periguete Vanúbia em “Salve Jorge”; Jonathan Azevedo, que também esteve no elenco de “Salve Jorge”; Jonathan Haagensen e Luiz Otávio, do filme “Cidade de Deus”; Roberta Santiago, de “BalacoBaco”; e Jefferson Brasil, do recente filme “Alemão”.

“Acredito que as diversas participações em musicais pelo teatro brasileiro acabaram levando à formação de grupos. As meninas tinham o delas mais voltado para a MPB, e nós formamos o nosso. Durante uma reunião de amigos para comemorar a volta do Jonathan Haagensen, que participava de um reality show, foi que a gente cantou junto, em duetos principalmente, e vimos que havia uma química boa e dava para levar isso adiante”, conta Luiz Otávio.

Além de sucessos próprios, como “Deixa Se Envolver”, “Frente Pro Mar” e “Aquela Gata”, o Melanina faz uma homenagem a outros músicos brasileiros, com versões exclusivas. “Acho que está tudo bem equilibrado, a gente conseguiu misturar os ritmos e tocar de tudo que gostamos, de Djavan a Michel Teló. E o público tem crescido a cada show”, comenta Marcello Melo. Entre as músicas que ganharam nova roupagem, estão “Olhos Coloridos”, de Sandra de Sá, e “Mar de Gente”, da banda O Rappa.

Único integrante que atua exclusivamente como músico profissional, David dos Santos, afirma que a identidade do grupo está sendo construída com base na versatilidade. “Nos propomos a ser abertos para diversas influências, a não nos limitar em nada”, justifica. Já Jefferson Brasil afirma que esta talvez já seja a própria marca solidificada de um grupo que agora completa cinco anos de existência.

“Nossa identidade é essa mistura que dá certo e que sempre leva coisas positivas para as pessoas, com letras e ritmos alegres”, diz ele.
Realizando uma média de 15 shows por mês, a turma já dividiu palco com outros grandes artistas em seus shows, como Caetano Veloso, Seu Jorge, Marcelo D2, Sandra de Sá, Grupo Revelação e Flora Matos. Hoje, eles querem desbravar o Brasil cada vez mais em busca de mais ritmos e novas parcerias. “Por que não gravar um treme com a Gaby Amarantos?”, brinca Luiz Otávio. Resta aguardar e conferir.

(Diário do Pará)

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