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Pianista mostra a emoção de grandes da música

A pianista Nadja Nogueira, vivendo atualmente na Bélgica, vem desenvolvendo diversos projetos interligando a música clássica a outras formas de arte - para ela, uma maneira mais eficaz de tocar no coração das pessoas. Nesta sexta-feira, 8, ela se apresent

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A pianista Nadja Nogueira, vivendo atualmente na Bélgica, vem desenvolvendo diversos projetos interligando a música clássica a outras formas de arte - para ela, uma maneira mais eficaz de tocar no coração das pessoas. Nesta sexta-feira, 8, ela se apresenta em casa, em Belém, às 20h, no Arte Doce Hall, durante um concerto gratuito promovido pelo Projeto Vale Música em parceria com a Fundação Amazônica de Música. No repertório, obras de Piazzolla, Beethoven, Liszt e Chopin.

Nadja Nogueira começou seus estudos musicais no Instituto Estadual Carlos Gomes. Saindo do país, estudou no Conservatório Riminsky Korsakov, em São Petersburgo, na Rússia, e no Conservatório Superior de Mons, na Bélgica. Na cidade onde vive, também conquistou seu “Premier Prix”, graduação superior em piano. Mas nunca conseguiu se restringir apenas à música.

Com amigos, criou o projeto “Walden, Ou la Vie Dans les Bois”, que integrava música, meio ambiente e arte declamativa. “Realizamos recitais baseados no Livro ‘Walden ou A Vida nos Bosques’, um livro filosófico e ao mesmo tempo a autobiografia do escritor Henry Thoreau, artista que decidiu viver em uma floresta. A ideia era sensibilizar para o meio ambiente e fazer refletir que existem várias formas de viver, a nossa não é a única”, explica.

Isso foi o ponto de partida para outras iniciativas multiculturais, como o trabalho ao lado da pintora Inêz Oludé, em 2003, em Bruxelas. “O trabalho dela é abstrato, com cores que sugerem alegria, falando de infância, do mar. Com a música, também é assim, sem palavras. E sem palavras uma foi dando riqueza e interação à outra”.

Por aqui Nadja se apresenta sozinha, mas ainda apostando nesse horizonte a mais que a música pode proporcionar. “Quero que todos sejam capazes de sentir as emoções transmitidas por cada compositor. Piazzolla, através de seus tangos, é mais melancólico, tranquilo ao ouvidos. Com Beethoven o público terá uma música mais pastoral, voltada para a natureza. Nas composições de Liszt, as emoções ficam à flor da pele com clima apaixonado, romântico, intenso. Para encerrar, três noturnos escritos por Chopin”, descreve. O objetivo? Tocar no coração do público. “Gosto muito de tocar em Belém. O que espero com este concerto é poder compartilhar a minha música, interagir com as emoções das pessoas”.

(Diário do Pará)

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