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Margareth Menezes, com todo gás em Oriximiná

Ela já fez nada menos que 21 turnês mundiais. Já venceu prêmios importantes como o Grammy Awards e o Grammy Latino. Já foi chamada pelo “Los Angeles Times” de “Aretha Franklin brasileira”. E para o “The New York Times”, ela é a “the bahian powerhouse”, a

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Ela já fez nada menos que 21 turnês mundiais. Já venceu prêmios importantes como o Grammy Awards e o Grammy Latino. Já foi chamada pelo “Los Angeles Times” de “Aretha Franklin brasileira”. E para o “The New York Times”, ela é a “the bahian powerhouse”, a fonte de energia baiana. A voz poderosa de Margareth Menezes continua embalando multidões muito além dos carnavais de Salvador. Esta noite, ela leva seu canto para o distrito de Porto Trombetas, no município de Oriximiná, onde se apresenta num show gratuito, com a participação mais que especial dos bois Garantido e Caprichoso, que animam o Festival Folclórico de Parintins.

Comemorando mais de 25 anos de carreira, a intérprete de “Dandalunda” vai cantar seus grandes sucessos, onde mistura elementos africanos, brasileiros, indígenas e pop, para criar as referências de um movimento que denomina “Afropop Brasileiro”. Algo que se firmou como proposta em 2005, como um bloco sem cordas para festejar a cultura negra no Brasil, com apoio de grandes blocos afro, como o Ilê Aiyê, Muzenza, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy e MalêdeBalê, além de reunir nomes como Gilberto Gil, Daniela Mercury, Lazzo, Roberto Mendes, Virgínia Rodrigues, Mariene de Castro, entre outros. “É um movimento que promove a beleza e a riqueza ancestral junto à contemporaneidade e que acolhe todos que acreditam na igualdade de direitos. É o abraço entre o tambor e o computador”, explica Margareth.

Não devem faltar no set list músicas como “Elegibô - Um Canto de Ifá”, um de seus primeiros sucessos, e “Toté de Maianga”, lançada em 2003 e até hoje muito pedida nos shows da cantora. A base o show é o repertório do CD/DVD “Voz Talismã”, 15º da carreira, que Margareth lançou no ano passado, para comemorar as bodas de prata dedicadas à música.
Foram três anos de produção em um projeto independente da cantora, que tem entre os destaques a canção “Amor Ainda”, um repique romântico que ela compôs ao lado de Carlinhos Brown, e que fala de uma história de amor mal resolvida.

Margareth, que já fez turnê ao lado do Talking Heads, a convite de David Byrne, cantou com Jimmy Cliff, e tem uma longa história de colaborações no palco com ídolos da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, Cláudio Zoli e Carlinhos Brown, conserva a mesma força do início da carreira e uma presença marcante capaz de levantar qualquer audiência.

(Diário do Pará)

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