A maior feira de fotografia da América Latina, a SP-Arte/Foto 2014, abre hoje sua oitava edição. O evento acontece no JK Iguatemi, em São Paulo, com visitação gratuita até o dia 24, apresentando os trabalhos de fotógrafos de 30 galerias brasileiras, entre elas a paraense Kamara Kó, que participa do evento pela segunda vez com fotografias de Miguel Chikaoka, Alberto Bitar, Alexandre Siqueira, Guy Veloso, Octávio Cardoso, Anita Lima, Pedro Cunha e Armando Queiroz. Luiz Braga é outro talento local que participará do evento, sendo representado pela galeria paulista Leme.
Segundo a criadora e diretora da SP-Arte/Foto, Fernanda Feitosa, a escolha das galerias ocorre de duas formas, por seleção e por convite. E é nesta segunda categoria que a Kamara Kó, única representante paraense no evento, foi chamada. “As galerias se apresentam com projeto de exposição e outras, cuja participação é muito importante, são convidadas. A gente faz questão desse convite para que a feira tenha representantes de várias partes do país”, explica, citando que, este ano, além do Pará estarão reunidas galerias de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
“A Kamara Kó tem trazido artistas que você não encontra muito no Sudeste, e isso traz um enriquecimento de repertório. São artistas que têm histórias diferentes para contar, não vivem aqui, são influenciados por uma outra realidade que não é a das grandes capitais do Sudeste. Há uma riqueza de temas, a fotografia tem uma luz diferente. A Kamara Kó é uma galeria deslocada do tradicional eixo das artes, mas tem a qualidade dos trabalhos de seus artistas reconhecida nacionalmente”, destaca Fernanda.
Para a galerista Makiko Akao, a participação no evento é um novo passo rumo à consolidação de parcerias nacionais e internacionais, e uma forma de comparar realidades, já que em São Paulo e no Rio de Janeiro já existe uma rede de clientes e colecionadores formada há muitas gerações. “Devemos estar antenados com as mudanças do próprio perfil das galerias, então é uma oportunidade de nos profissionalizarmos para atender parâmetros do mercado de arte, de como se relacionar com o público e entender o que a imagem requer para ter o status de obra. É também mais uma oportunidade dos colecionadores nacionais e internacionais apreciarem a produção paraense de fotografia”, enfatiza Makiko.
As imagens apresentadas ao público são escolhidas pelas próprias galerias. “O que fazemos é escolher as melhores galerias para que tenham a melhor qualidade possível. Ao escolher boas galerias, já estamos garantindo que vai haver bons trabalhos. Elas buscam trazer obras inéditas, novas, as mais importantes também. É uma oportunidade singular de ver determinada produção de alguns artistas”, esclarece a curadora Fernanda Feitosa.
Consolidada no calendário nacional dos grandes eventos de arte, a SP-Arte/Foto traz obras de artistas nacionais e internacionais que refletem a força da fotografia no cenário das artes e representam a fotografia moderna e contemporânea, sem deixar de lado as obras de estilo vintage. No ano passado, a feira contou com um público recorde de 12 mil pessoas, 20% a mais do que no ano anterior, e as vendas refletiram o aquecimento do mercado de arte no Brasil.
“A cada edição a gente pretende aumentar a capilaridade e a penetração dos nossos fotógrafos dentro do mercado de arte, aproximar o artista do público, da crítica e promover uma aproximação de todos os agentes. A feira nada mais é do que uma grande exposição comercial. Acreditamos nela como um instrumento de democratização de acesso a arte, um facilitador do público à arte porque consegue, em um só evento, reunir um número grande de galerias”, destaca Fernanda.
Independente do estado ou região, a curadora do evento aposta no olhar do fotógrafo brasileiro. “Os fotógrafos brasileiros são extremamente talentosos, muitos deles já alcançaram reconhecimento internacional imprimindo suas ideias, seus conceitos, suas técnicas. Não acredito que haja uma identidade rotulada de fotografia brasileira. Eles produzem um trabalho pessoal e de cunho universal. O talento deles ultrapassa qualquer tipo de estereótipo”, diz.
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Representantes do Pará no SP-Arte/Foto
(Diário do Pará)
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