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Orquestra Contemporânea de Olinda é o destaque

Em maio, quando a Orquestra Contemporânea de Olinda veio a Belém para abrir o show de lançamento do CD do paraense Felipe Cordeiro, o público talvez não soubesse bem o que iria encontrar. Mas depois que o show começou, o Hotel Gold Mar não parava de balan

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Em maio, quando a Orquestra Contemporânea de Olinda veio a Belém para abrir o show de lançamento do CD do paraense Felipe Cordeiro, o público talvez não soubesse bem o que iria encontrar. Mas depois que o show começou, o Hotel Gold Mar não parava de balançar. Esta noite, a Orquestra está de volta para tocar na Estação das Docas, dentro do Se Rasgum, e o show promete fazer o público dançar muito. A banda encerra a programação da noite gratuita do festival.

“No lançamento do CD de Felipe foi uma experiência incrível. Fomos super bem acolhidos, gostamos muito da cidade e nos sentimos em casa. Sempre quisemos ir ao Pará. Era um sonho antigo. Que sorte a nossa que estamos voltando num espaço de tempo tão curto. Se pudéssemos iríamos todos os meses”, disse Juliano Holanda, guitarrista da banda.

Os dez integrantes da banda pernambucana sobem ao palco após os shows da também nordestina Camarones Orquestra Guitarrística, do Rio Grande do Norte, e da banda Biltre, Rio de Janeiro e da paraense Ultranova. No show, a Orquestra apresenta músicas do seu elogiado trabalho “Pra Ficar”. do álbum “Orquestra Contemporânea de Olinda”, de 2008, e devem dar uma notinha do que vem de novo por aí. “Já estamos finalizando um novo álbum, que deve ser lançado no início do próximo ano. A ideia é tocar uma ou duas do CD novo, mas a base ainda é a do espetáculo que estamos fazendo desde o ano passado. Tem músicas dos dois discos, mais versões de músicas que gostamos de tocar, e quem sabe, role até algum carimbó”, antecipa Juliano.

O carimbó do Pará chama a atenção dos pernambucanos, que admiram a nossa música e conhecem e apreciam quem a faz. E dentre os nomes elogiados pors eles, , Pinduca se destaca. “Quando ele grava sua versão de ‘Cavalo Velho’, canção do venezuelano Simon Diaz, promove essa matriz latina que tanto nos influencia. ‘Sinhá Pureza’, ‘Carimbó do Macaco’ e outras tantas canções suas são um enorme sucesso na rádios pernambucanas e foram essenciais pra nossa formação musical”, relembra o guitarrista.

Sobre a expectativa de fazer mais um show em Belém, Juliano acredita que será uma oportunidade de trocas e conhecimentos não só entre a banda e o público, mas também com os artistas locais. “Olinda e Belém têm muitas similaridades. Desde o aspecto visual até a ‘vibe’ despojada e acolhedora. O clima é muito semelhante e também adoramos a culinária. A troca é muito edificante. Certamente vai ajudar a nos compreendermos melhor enquanto agentes culturais, e, esperamos que seja edificante para os daí, que o nosso som possa apontar caminhos e soluções musicais”, espera.

Talentos

A Orquestra Contemporânea de Olinda é destaque no cenário nacional e forte representante da diversidade sonora de Pernambuco, com misturas de ritmos do mundo. Idealizada pelo percussionista Gilú Amaral, apontado por Naná Vasconcelos como um dos mais criativos nomes da nova geração, o grupo traz como marca duas das maiores “escolas” de referência da música pernambucana: a percussão e os sopros, com um quarteto de tuba, sax, trompete e trombone, liderados pelo maestro Ivan do Espírito Santo, todos provindos da primeira escola profissionalizante de música de Pernambuco, o Grêmio Musical Henrique Dias. Unem-se a eles baixo, microkorg, guitarra, rabeca e um duo de vozes masculinas, numa formação nada convencional.

Com o primeiro disco, a Orquestra conquistou indicações ao Prêmio da Música Brasileira (2009), Grammy latino (2010) e teve o show considerado um dos melhores de 2009 pelo jornal “O Globo”, além de ganhar meia página do “The New York Times” pela apresentação feita no Lincoln Center (NY) em 2010, na primeira turnê pelos EUA. “A sonoridade da Orquestra Contemporânea é o resultado direto das influências de todos os integrantes e não é algo estático e fechado. Estamos sempre buscando outros horizontes e ficamos felizes quando a nossa mensagem é bem recebida”, conta Juliano.

Em 2012, a Orquestra lançou o elogiado disco “Pra Ficar”, com produção de Arto Lindsay. No ano passado a banda se apresentou na WOMEX, maior feira de música do mundo, o que garantiu a quarta turnê internacional do grupo e eles já têm uma nova turnê pela Europa pré-agendada para o ano que vem.

FIQUE POR DENTRO

9º Festival Se Rasgum
Quando: hoje
Onde: Anfiteatro da Estação das Docas
Quem: Orquestra Contemporânea de Olinda (PE),
Camarones Orquestra Guitarrística (RN) e convidados,
Biltre (RJ) e UltraNova
Hora: a partir das 20h

(Diário do Pará)

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