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Companhia goiana exibe peça na Praça da República

Arte ao ar livre, com uma obra singular e autêntica, imersa no universo fantástico das superstições do imaginário latino-americano. A Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia, apresenta pela primeira vez em Belém o espetáculo “Gato Negro”, na Praça da Repúb

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Arte ao ar livre, com uma obra singular e autêntica, imersa no universo fantástico das superstições do imaginário latino-americano. A Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia, apresenta pela primeira vez em Belém o espetáculo “Gato Negro”, na Praça da República, às 10h. A peça de rua que explora os mitos do interior de Goiás leva para as ruas seres míticos e personagens que estão guardados na memória afetiva de grande parte dos brasileiros.

“Gato Negro” narra a história de três irmãs que esperam por sete anos um homem que partiu e prometeu voltar e se casar com quem seu coração sentisse mais falta. A história se desenrola em uma fazenda no início do século 20. “Durante essa espera, elas recebem a visita de uma estranha criatura, meio homem e meio gato, que altera a rotina da vida dessas mulheres. Este encontro causa medo e assombro, mas também instiga desejo e paixões. Para isso, a peça conta com danças, músicas, bonecos com o intuito de seduzir o espectador que passa pela rua”, explica o diretor do espetáculo, Hélio Fróes.

A peça é a segunda parte da trilogia “Goyaz”, que tem como objetivo olhar de forma crítica e poética para a formação rural do Estado de Goiás, e começou com “Plural”, em 2012, com direção de Izabela Nascente. O último espetáculo será “O Iconógrafo”, em 2015. “A Goyaz também tem como proposta fortalecer as linhas de estudos e técnicas do grupo fundamentadas no trabalho de investigação do ator, na música executada ao vivo e no teatro de formas animadas”, diz Hélio.

O espetáculo de rua, conduzido por cinco atores, se destaca pela estética e musicalidade inspiradas na força e nas cores do mundo latino-americano, girando em volta do personagem Gato Negro. O diretor revela que, ao mergulhar neste universo real maravilhoso do “diabo latino-americano”, a companhia aprofunda sua pesquisa do fazer teatral.

“O imaginário maravilhoso dará a unidade do espetáculo: a encenação buscará uma construção da movimentação e da personalidade dos personagens por meio do bailado das danças de salão latinas. Os excessos que caracterizam essa linguagem serão sublinhados no espetáculo por um humor negro, sempre com um olhar crítico, sem cair no excesso. É o grotesco tratado com seriedade”, garante o diretor Hélio Fróes, dizendo que a peça é sempre bem recebida e cumpre o seu papel de envolver os transeuntes na sua arte.

(Diário do Pará)

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