Yasujiro Ozu é um dos maiores cineastas japoneses de todos os tempos. Ele já havia realizado 34 filmes quando dirigiu “Filho Único” (1936), sua primeira obra sonora, que o Cine CCBEU exibe hoje, às 18h30, em parceria com a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.
A história acompanha uma mãe solteira, operária numa fábrica, que sofre para criar o filho. Anos mais tarde, quando o menino cresce, se muda para Tóquio para cursar medicina. A mãe resolve ir visitá-lo, esperando encontrar um médico de sucesso, mas encontra o filho desempregado, casado e morando nos subúrbios.
Ozu sempre explorou relações familiares em suas histórias. Quando o som chegou aos seus filmes e ele pode usar diálogos, isso se tornou ainda mais marcante. Em “Filho Único”, Ozu parte de um conto escritr por ele mesmo, adaptado para o cinema por Takao Ideka e Masao Arata, e é possível perceber as características que marcaram o trabalho do cineasta, como o enquadramento baixo, na altura do tatame, e o uso de uma lente de 50 mm, a mais próxima do olho humano.
Ao criar um clima bastante intimista, “Filho Único”, como quase todos os filmes do diretor, dá, inicialmente, a impressão de que nada acontece, para depois nos fazer enxergar que aconteceu tudo.
NÃO PERCA!
“Filho Único”, filme de Yasujiro Ozu
Quando: Hoje, às 18h30
Onde: Cine-Teatro do CCBEU
(Travessa Padre Eutíquio, 1309)
Quanto: entrada franca
(Diário do Pará)
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