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Uma guerra em defesa da floresta amazônica

Eles são mitológicos e emblemáticos. Por trás do jeito incomum e das histórias sinistras, há grandes chances de muito riso. Sim, Curupira, Matinta Pereira e Pai do Mato podem fazer você rir no espetáculo “Amazônia em Guerra”. A comédia, em defesa da prese

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Eles são mitológicos e emblemáticos. Por trás do jeito incomum e das histórias sinistras, há grandes chances de muito riso. Sim, Curupira, Matinta Pereira e Pai do Mato podem fazer você rir no espetáculo “Amazônia em Guerra”. A comédia, em defesa da preservação da Amazônia de uma forma diferente e divertida, está em cartaz hoje, às 20h, no teatro Waldemar Henrique.

A peça, da Companhia de Thaetro de Performances e Espetáculos, apresenta um texto leve que quer conscientizar o espectador sobre a importância da Amazônia e a necessidade de rever o olhar sobre o tratamento dado à região atualmente. “Surgiu a partir de uma reflexão sobre a demagogia que envolve alguns discursos que defendem a importância da preservação da floresta amazônica para gerações futuras. Enquanto tentam convencer muitos que é importante preservar a floresta, alguns continuam extraindo madeira, produzindo pastos e poluindo rios. Então abordamos a resposta da floresta e seus mitológicos habitantes imaginários para os seus demagogos defensores”, explica o diretor Chagas Franco.

O enredo pitoresco destaca espíritos da mata, representados por três personagens femininos, que convidam a plateia a refletir sobre as reais intenções preservacionistas. “O que mais chama a atenção no espetáculo é que um assunto tão polêmico é tratado de forma leve e irônica, sem perder o teor de seriedade. Há ainda a estética surrealista dos elementos cênicos”, destaca Chagas, que completa que o espetáculo é feito para uma plateia jovem.

No elenco, estão André Bélier, Dedél Carvalho, Will Trindade, Marlon Lima, Zeffa Magalhães, Val D’Laurente e Vera Lúcia, que dão vida aos personagens que integram a batalha em defesa da floresta. “Eles despontam como os seres mitológicos convocados para fazer parte dessa luta contra o desmatamento. No espetáculo, o universo feminino é evidenciado, através dos mistérios que envolvem a intuição da mulher amazônida e suas crenças nascidas no interior da mata”, afirma Chagas.

(Diário do Pará)

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