“Lá vem o Chaves, Chaves, Chaves...”. Há 30 anos, os brasileiros estão atentos olhando para a TV. Mesmo com as exaustivas repetições, o programa criado por Roberto Bolanõs continua conquistando novas gerações de fãs no país.
É o caso da Ana Clara dos Anjos, de 4 anos, que é fã do seriado. “Ela ri das piadas mesmo sem entender às vezes”, conta a mãe da menina, Isabel dos Anjos. “Ela começou a assistir ao programa comigo, mas depois passou a assistir sozinha, já que eu tinha as tarefas de casa para fazer”.
Tendo como personagens preferidos o Chaves e o Seu Madruga, a garota não liga para as piadas repetidas. “Mesmo com as piadas antigas, as reprises dos mesmos episódios conseguem faze-la rir”, diz.
Foi em 1984 que as histórias do menino do barril estrearam por aqui. O DJ Benjamin Ferreira, fã assumido do programa, lembra bem da primeira vez que viu. “Meu sexto aniversário, a casa estava sendo arrumada porque ia rolar festa. Desde então, nunca mais deixei de ver”, relembra.
“Gosto tanto que já levei minha mãe a um encontro de fãs de Chaves e Chapolin onde estiveram Carlos Villagran (Quico) e Edgar Vivar (Seu Barriga). Ela se divertiu tanto quanto eu”, confessa Benjamin.

Números revelam sucesso do programa (Arte: Vicente Crispino/DOL)
Para ele, o programa remete à infância. “O que mais me encanta é a competência absurda dos atores, aliada a uma sensacional dublagem para o português (muitos lembram da vinheta "Dublado nos estúdios das TVS" que também iniciava vários episódios do adorável Snoopy). E mais: aquele conforto que programas, músicas, comidas, lugares, cheiros e tantas outras coisas relacionadas à infância trazem. De verdade, ver Chaves me acalma como poucas coisas nessa vida”.
O publicitário Robson Santos acha que, mesmo depois de 30 anos, o programa ainda continua atual. “Além de ser muito engraçado com piadas ou com os personagens, acredito que ele passa a imagem da infância em si, das travessuras, na hora de solidariedade, como quando o Chaves fica sozinho e Seu Barriga o leva no clássico episódio de Acapulco”.
Robson acredita que mesmo com toda a tecnologia dos programas atuais, o programa conquista pela originalidade e “com várias sacadas geniais”. “Outra coisa é o fato de não ser apelativo e, portanto, acaba passando para outras gerações”.
(Antonio Santos/DOL)
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